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  • Filhos de Oxóssi | Pacco

    Você já se sentiu como se estivesse à beira de uma floresta invisível, pronto para desbravar o desconhecido? Neste livro sobre os filhos de Oxóssi, o Orixá caçador, senhor das matas e da sabedoria que brota no silêncio, você entende os traços de personalidade, os desafios, os talentos naturais, a vida amorosa e os caminhos profissionais de quem tem Oxóssi como Orixá de Frente. Com origem, sincretismo, símbolos, oferendas e mensagens de Oxóssi, para quem se reconhece filho ou filha da mata. Você já se sentiu como se estivesse à beira de uma floresta invisível, pronto para desbravar o desconhecido? Neste livro sobre os filhos de Oxóssi, o Orixá caçador, senhor das matas e da sabedoria que brota no silêncio, você entende os traços de personalidade, os desafios, os talentos naturais, a vida amorosa e os caminhos profissionais de quem tem Oxóssi como Orixá de Frente. Com origem, sincretismo, símbolos, oferendas e mensagens de Oxóssi, para quem se reconhece filho ou filha da mata. Leia um trecho do e-book Você já se sentiu como se estivesse à beira de uma floresta invisível, pronto para desbravar o desconhecido, com a alma inquieta e o coração cheio de perguntas? Talvez essa sensação venha da energia que Oxóssi desperta em você, o orixá caçador, senhor das matas, das oportunidades e da sabedoria que brota no silêncio da natureza. Oxóssi não é apenas um orixá da caça. Ele é o símbolo da busca. Busca por liberdade, por propósito, por respostas que nem sempre estão visíveis à primeira vista. É aquele que caminha com leveza, mas com foco. Este livro é um convite para você, que talvez já tenha sentido esse chamado da mata. Vamos explorar juntos os traços mais marcantes dos filhos de Oxóssi, seus dons, seus desafios, sua força intuitiva e sua maneira tão especial de ver o mundo. Se você se reconhece como um filho ou filha de Oxóssi, este livro vai te abraçar. Se ainda tem dúvidas, ele vai te provocar a olhar com mais atenção para sua própria essência. A Personalidade dos Filhos de Oxóssi Filho de Oxóssi não é de se mostrar logo de cara. Observa. Escuta. Sente. E só depois se aproxima, com passos calmos, mas certos. Ele não gosta de forçar nada, prefere quando as coisas fluem com naturalidade, como o curso de um rio que conhece seu caminho. Sua personalidade mistura introspecção com presença firme. Ele não precisa gritar para ser notado, nem se impor para ser respeitado. Seu olhar atento, sua postura tranquila e sua fala pausada já dizem muito sobre quem ele é. No dia a dia Os filhos de Oxóssi são naturalmente observadores. Reparam em detalhes que passam despercebidos para os outros. Têm o hábito de analisar antes de agir, de pensar antes de falar, de sentir antes de reagir. Isso os torna estrategistas natos, pessoas que dificilmente agem por impulso. Mas não pense que são frios, pelo contrário, são intensos por dentro. Apenas preferem lidar com a vida com leveza, sem alardes. Talentos naturais Inteligência afiada: têm raciocínio rápido, senso de lógica e facilidade para aprender coisas novas. Criatividade e solução de problemas: encontram saídas onde muitos só veem obstáculos. Autoconfiança silenciosa: não gostam de se exibir, mas sabem o próprio valor. Fidelidade e lealdade: quando confiam em alguém, são fiéis até o fim. Emoções e relações À primeira vista, podem parecer distantes. Mas isso é apenas proteção. Não se abrem facilmente, e não é por medo, é por cautela. Oxóssi ensina a escolher com cuidado quem entra na mata do coração de seus filhos. Quando se sentem seguros, revelam um lado afetuoso, divertido e inspirador. Gostam de rir, de conversar sobre coisas profundas e de cuidar, mesmo que em silêncio. São parceiros fiéis, amigos confiáveis e ótimos ouvintes. Onde se sentem bem? Lugares agitados demais os cansam. Ambientes barulhentos ou cheios de energia confusa os desestabilizam. Precisam de um “cantinho verde”, mesmo que simbólico, um espaço de respiro, um tempo de silêncio, um momento de conexão com a natureza ou consigo mesmos. Ser filho de Oxóssi é ter uma alma que busca. Que observa antes de agir. Que respeita o tempo da vida e aprende com cada caminho percorrido. É ter dentro de si o espírito do caçador e do sábio, que anda leve, mas sempre sabe para onde vai. Okê Arô, meu Pai! Quero Comprar

  • Mensagens de Preto Velho | Pacco

    Tem dias em que o peito aperta e a gente só precisa de uma palavra que console. Neste livro de conforto espiritual, dentro da espiritualidade afro-brasileira e da Umbanda, os Pretos-Velhos, espíritos de anciãos que trazem sabedoria e caridade, reúnem mensagens de luz, uma oração e um benzimento para os dias difíceis: os de dor, saudade, perdão, fé e recomeço. Tem dias em que o peito aperta e a gente só precisa de uma palavra que console. Neste livro de conforto espiritual, dentro da espiritualidade afro-brasileira e da Umbanda, os Pretos Velhos, espíritos de anciãos que trazem sabedoria e caridade, reúnem mensagens de luz, uma oração e um benzimento para os dias difíceis: os de dor, saudade, perdão, fé e recomeço. Palavras simples, de quem já sofreu e levantou, para acolher, dar força e ajudar na superação, pra ter por perto e voltar sempre que o coração pedir. Leia um trecho do e-book Meus fio… Se você chegou até aqui, é porque talvez o seu coração esteja apertado. Talvez esteja sentindo um peso no peito, uma saudade sem nome, uma tristeza sem hora pra passar. E eu quero te dizer, com toda a humildade que carrego: você não está sozinho. Nesta vida, todo mundo passa por dias difíceis. Tem hora em que a dor chega sem avisar, e parece que o mundo ficou escuro. Mas é nessas horas que a luz dos Pretos Velhos se acende mais forte. Essas palavras que você vai ler não são apenas frases bonitas. São conselhos antigos, vindos de quem já sofreu, já caiu, já chorou… mas também levantou, perdoou, e caminhou com fé. São mensagens para aquecer sua alma como um cafezinho fresco feito no fogão à lenha, com carinho e esperança. Cada linha aqui é um sopro de luz, uma mão estendida, uma vela acesa no escuro da sua dor. Pode entrar, meu fio, minha fia. Sente aqui pertinho. Vamos conversar um pouquinho. Adorei as almas. Quando tudo parecer perdido, escute o silêncio do coração Tem dia que a gente olha pro céu e parece que até Deus se esqueceu da gente. A gente reza, pede, chora… e tudo continua igual. O mundo fica sem cor, o corpo pesa, e a alma se cala. Mas vou te contar um segredo que os Pretos-Velhos me ensinaram lá no terreiro, debaixo da gameleira: o silêncio também fala. E às vezes, é nele que moram as respostas. Quando tudo parecer perdido, não se desespere. Fique quietinho um pouco. Respire fundo. Coloque a mão no peito e escute o som do seu coração. Ele tem uma sabedoria antiga, uma conexão direta com o Divino. E mesmo quando o mundo faz barulho demais, o coração sussurra o caminho. A alma da gente é como uma lamparina. Quando o vento da tristeza sopra forte, parece que a chama vai apagar. Mas se a gente protege com as mãos da fé, ela continua acesa… mesmo fraquinha, ela continua viva. Não é no grito que a fé se mostra. É na paciência. Não é na pressa que a cura vem. É na entrega. E não é nos outros que a força mora. É dentro de você. Confia. A estrada pode estar torta, mas o guia que te acompanha sabe muito bem onde está te levando. A fé que levanta da cama Tem manhã que a gente acorda, mas não levanta. O corpo até sai da cama, mas a alma fica lá, enrolada no cobertor da tristeza. Tudo pesa: os olhos, os ombros, a vida. E é nessas horas que a fé mais se faz necessária. Não aquela fé grandona, que faz milagre e move montanhas… mas a fé miudinha, aquela que dá só o passinho de hoje. A fé que levanta da cama é feita de pequenos gestos: Tomar um café e agradecer. Abrir a janela pra ver a luz entrar. Colocar os pés no chão e lembrar que você ainda está aqui. Os Pretos-Velhos sempre dizem: “Quem não pode com a carga, não recebe o fardo.” É nos dias escuros que aprendemos a acender a vela por dentro. Não se cobre tanto, meu filho, minha filha. Um passo de cada vez. Uma manhã por dia. E quando faltar forças… peça. Os guias escutam. Deus escuta. E até o silêncio te responde. Você vai ver: a fé levanta da cama, e, um dia, ela até dança com a gente no quintal. Quero Comprar

  • Livros sobre Orixás – Umbanda e Candomblé

    Livros sobre Orixás na Umbanda e no Candomblé: atributos, oferendas, cores, rituais e filhos de santo. Títulos para iniciantes e praticantes. Umbanda e Espiritualidade Livro 1 Se você quer entender a Umbanda de verdade, sem complicação, sem mistificação e sem preconceito, este é o seu livro de entrada. Leia um trecho Livro 2 Um guia claro para compreender a mediunidade na Umbanda. Apresenta fundamentos e caminhos para desenvolver seus dons com equilíbrio. Leia um trecho Livro 3 Um convite ao autoconhecimento através dos Orixás. Descubra como suas energias influenciam sua vida e sua evolução espiritual. Leia um trecho Livro 4 Cada gesto no Terreiro tem significado. Ritos, cantos e elementos formam uma liturgia viva que conecta o material ao espiritual com propósito. Leia um trecho Ervas na prática espiritual. Descubra como preparar banhos, defumações e rituais para limpeza, proteção e equilíbrio energético. Leia um trecho Um romance espiritual que emociona e revela os mistérios da Umbanda. Uma história envolvente sobre fé e transformação. Leia um trecho Um guia de dúvidas com mais de 80 perguntas reais sobre identidade, práticas, mediunidade, ética e racismo religioso. Leia um trecho Ela ri, dança, fuma e não pede desculpas. Tudo o que você sempre quis saber sobre Pomba Gira, sem preconceito, com respeito. Leia um trecho Um conteúdo direto para compreender o trabalho dos Exus. Aprenda sua atuação com segurança, respeito e consciência espiritual. Leia um trecho Descubra a essência de Zé Pelintra, entidade de luz e proteção. Conheça sua atuação como guia e defensor dos caminhos. Leia um trecho Conheça Exu de forma clara e respeitosa. Um guia que revela sua verdadeira atuação, desmistificando e mostrando sua importância. Leia um trecho Uma visão clara sobre os rituais, símbolos e práticas sagradas que sustentam a tradição e fortalecem a conexão espiritual. Leia um trecho Um guia essencial que apresenta a estrutura do Terreiro, explicando funções, responsabilidades e a vivência prática dentro da Umbanda. Leia um trecho Uma reflexão sobre as origens da Umbanda e seus mistérios. O livro convida a olhar além da história conhecida e explorar sentidos mais profundos. Leia um trecho Explore o significado dos elementos sagrados, suas funções espirituais e como atuam na proteção e no equilíbrio energético. Leia um trecho Entenda o verdadeiro significado das oferendas, seus fundamentos espirituais e como são utilizadas com consciência dentro da Umbanda. Leia um trecho Conheça os gestos, posturas e comportamentos que expressam respeito, disciplina e harmonia dentro da prática umbandista. Leia um trecho Você vai aprender o significado simbólico e espiritual de cada ritual, as folhas indicadas para cada Orixá e cada finalidade. Leia um trecho Queimar ervas é conhecimento: saber o que cada planta faz e por que a sequência importa. Um guia prático. Leia um trecho Descubra como as energias dos Orixás influenciam sua vida. Um caminho para entender suas vibrações e alinhar sua jornada espiritual. Leia um trecho Compreenda as forças que acompanham sua jornada espiritual. Este guia revela o papel dos Orixás que atuam desde o nascimento. Leia um trecho Orixás pouco conhecidos dentro da Umbanda. Entenda sua importância, simbolismo e força espiritual. Leia um trecho Conheça os principais Orixás cultuados na Umbanda. Entenda suas forças, características e como atuam na vida espiritual. Leia um trecho Entenda a organização espiritual das linhas de trabalho. Conheça as funções e hierarquias que sustentam a atuação dos guias. Leia um trecho Conheça a força, a alegria e a sabedoria dessas entidades. Cada linha atua trazendo proteção, movimento e equilíbrio na vida espiritual. Leia um trecho

  • Defuma com as Ervas da Jurema | Pacco

    Defumação não é superstição, é um dos rituais mais antigos da humanidade. Neste livro de defumação na Umbanda, com ervas, resinas e receitas passadas de terreiro em terreiro, você aprende o que é a defumação, a vibração de cada erva e como preparar a defumação certa para os Pretos Velhos, Caboclos, Crianças, Baianos, Boiadeiros, Marinheiros, Exu e Pombogira. Conhecimento de tradição oral, reunido com respeito, para limpar o ambiente e firmar sua fé. Defumação não é superstição, é um dos rituais mais antigos da humanidade. Neste livro de defumação na Umbanda, com ervas, resinas e receitas passadas de terreiro em terreiro, você aprende o que é a defumação, a vibração de cada erva e como preparar a defumação certa para os Pretos-Velhos, Caboclos, Crianças, Baianos, Boiadeiros, Marinheiros, Exu e Pombogira. Conhecimento de tradição oral, reunido com respeito, para limpar o ambiente e firmar sua fé. Leia um trecho do e-book Antes de tudo, uma palavra: defumação não é superstição, não é folclore e não é coisa de ignorante. É um dos rituais mais antigos da humanidade, presente em praticamente todas as civilizações conhecidas, e sobreviveu milênios porque funciona. A queima de plantas aromáticas é documentada no Egito há mais de quatro mil anos. Os faraós ofereciam madeiras perfumadas e resinas aos seus deuses; os sacerdotes untavam estátuas com óleos e incensavam os templos pela manhã. O mais famoso incenso egípcio era o kyphi, queimado nas cerimônias religiosas e também para aliviar a ansiedade e induzir o sono. Os sumérios queimavam bagas de zimbro nos altares da deusa Inanna. Os babilônios continuaram o costume nos altares de Ishtar. Os hebreus ofereciam incenso no Templo de Salomão, oferta tão honrosa que cada sacerdote só podia prestá-la uma vez na vida. O catolicismo usa o turíbulo até hoje nas missas solenes; os budistas e hinduístas acendem incenso há pelo menos cinco mil anos. Os povos indígenas das Américas queimam suas plantas de poder para cura, proteção e contato com o sagrado. Jesus recebeu incenso como presente no seu nascimento. O Islã, embora não cite o incenso no Corão, tem tradição consolidada de seu uso. Quem critica a Umbanda pela prática de defumar o faz por desconhecimento, e quem desconhece a história universal do incenso não tem autoridade para opinar sobre o tema. O que acontece quando se queima erva sagrada Quando colocamos ervas sobre o carvão em brasa, liberamos em poucos minutos a energia que aquela planta acumulou ao longo de toda a sua vida: a luz do sol, a água das chuvas, os minerais do solo, o ar que “respirou”. Essa energia, liberada em forma de fumaça, age no ambiente de maneira que a ciência já consegue detectar, através da fotografia Kirlian e de estudos sobre campos eletromagnéticos de seres vivos, e que a espiritualidade ensina há muito mais tempo. A Vibração das plantas As ervas têm campos energéticos próprios, cada uma com sua vibração particular. Algumas são agressivas, corrosivas para as energias negativas, são as chamadas ervas quentes, ou ervas bravas, como a arruda, a guiné e a comigo-ninguém-pode. Outras são equilibradoras, mornas, que restauram o que foi perturbado, alecrim, alfazema, sálvia. Outras ainda são mais suaves, voltadas para atrair: são as ervas frias, usadas para a prosperidade, o amor, a espiritualidade, louro, manjericão, jasmim. Na Umbanda, cada erva está ligada a um Orixá por analogia vibratória A vibração da erva e a vibração da divindade se correspondem. Não é uma ligação arbitrária, estabelecida por decreto humano, é uma afinidade que os antigos umbandistas observaram ao longo de gerações, confirmada pelos Guias espirituais que trabalharam nos terreiros. Isso explica por que a defumação não é apenas uma questão de aroma. O cheiro é uma consequência, não o objetivo. O que a fumaça faz, concretamente, é modificar o campo energético do ambiente, dissolvendo o que é denso, negativo, perturbador, e preparando o espaço para receber o que é luminoso. Incenso e defumação: a diferença que importa Os dois termos são usados como sinônimos no dia a dia, e não há problema nisso. Mas, para quem quer entender a prática com profundidade, vale conhecer a distinção. A palavra incenso vem do latim incendere, que significa queimar. Em sentido amplo, incenso é qualquer substância queimada para produzir fumaça perfumada, inclui varetas, tabletes, pastilhas e resinas. Seu uso pode ser puramente estético: perfumar o ambiente, criar uma atmosfera agradável, favorecer a meditação ou o relaxamento. A defumação é o uso ritualístico e intencional da fumaça para fins espirituais: limpar o ambiente de energias negativas, afastar espíritos perturbadores, preparar o espaço para o trabalho espiritual, ou atrair correntes positivas. A fumaça pode ser perfumada ou não, o que importa é a intenção e o conhecimento de quais ervas usar para cada finalidade. Quero Comprar

  • Aruanda - A Gira de Umbada Revelada | Pacco

    Romances mediúnicos umbandistas, onde ficção e doutrina se entrelaçam. Histórias de queda, recomeço e despertar espiritual, com terreiros, Guias, Caboclos, Pretos-Velhos, Exus e Pombas-Giras vividos por personagens que atravessam a dor até encontrar a luz. Já desencarnado, Joel volta à Terra pela primeira vez com seus novos companheiros, e vê o que nenhum olho vivo consegue ver: os Guardiões protegendo o terreiro. Neste romance espiritualista sobre Umbanda, você acompanha Joel numa jornada de queda e recomeço, até se tornar aluno espiritual e testemunhar, do outro lado do véu, como Exus e Pomba Giras protegem uma Gira de Umbanda contra obsessores, Demandantes e espíritos perturbados. Ficção e doutrina se entrelaçam numa história sobre terreiro, Guias espirituais e a luz que aparece quando tudo parece perdido. Leia um trecho do e-book Atravessando as barreiras das dimensões, o grupo avançou deslocando-se devagar e coordenadamente pelo espaço, movendo-se em uma trajetória suave e inclinada. Cada membro do grupo, irradiando sua própria luz e energia particular, chegou em harmonia à frente da Casa de Caridade Pai Antônio da Mata, que se encontrava em uma cidade à beira-mar. De cima, Joel já avistou o imóvel discreto que abrigava o Terreiro, encravado em uma rua sem asfalto, marcada por uma camada de terra compacta que testemunhava o passar dos anos. A casa em si era modesta, de alvenaria desgastada pelo vento salgado do mar e do tempo. Suas paredes externas tinham pintura desbotada e pequenas rachaduras. As casas à sua volta eram espalhadas ao acaso, algumas em melhor estado que outras, revelando a vida modesta nesse canto da cidade. Postes com iluminação fraca margeavam a rua, lançando uma luz débil e amarelada. Entre os postes, uma fila de carros estacionados à beira da rua denunciava a espera paciente dos que ansiavam conversar com os Guias. A cena se desenhava como um reflexo das esperanças que permeavam o coração daqueles que para ali se dirigiram. Enquanto homens e mulheres aguardavam, pacificamente, em fila, a abertura do portão da Casa de Caridade, os Guardiões já estavam posicionados nas ruas próximas ao imóvel. Dezenas de Exus e Pomba Giras circulavam apressadamente, cada um com seus encargos e responsabilidades para fazer a Gira transcorrer sem problemas. Assim que tocaram o solo, os Exus do grupo se separaram imediatamente, cada um seguindo em direção às vielas e esquinas ao redor do Terreiro, cientes de suas atribuições individuais. — Vamos nos separar agora, pois nós, Guardiões, precisamos assumir nossas posições para evitar a proximidade de obsessores que já se avizinham. Eles buscam impedir que a Gira ocorra normalmente, pois não lhes interessa que seus dominados se libertem de suas amarras. Os obsessores procuram influenciar negativamente os participantes da Gira, visando sabotar o trabalho espiritual, causando desordem e conflitos. Por essa razão, é fundamental que, em toda Gira de Umbanda, os trabalhos sejam realizados com métodos de proteção e com a orientação dos Guias e Guardiões do Terreiro. Isso garante que essas entidades insensatas não interfiram no processo e na segurança dos participantes. Como se estivesse lendo a mente de Joel, Exu Tiriri Lonan se apressou em esclarecer: — De fato, vocês não estão vendo os obsessores porque eles ainda não estão em seus campos de visão, mas sabemos que se aproximam devido à baixa vibração emanada por eles. Poucos minutos depois, já se avistava ao longe uma pequena multidão de desencarnados barulhentos e hostis. Do lado de fora do Terreiro, havia uma espécie de rede de energia fechando todas as portas e janelas do imóvel, semelhante a uma teia de aranha que servia de proteção contra entidades perturbadoras. Percebendo a expressão de perplexidade dos alunos do grupo Filhos da Lua, Caboclo Sete Flechas, que estava acompanhando os estudantes, tratou de esclarecer: — Essa rede de proteção energética tem como objetivo impedir a entrada de irmãos desajustados no Terreiro durante a Gira, pois seriam nocivos devido às suas tentativas de causar perturbações e interferências. Em especial, os Exus buscam evitar a entrada dos “Demandantes”, espíritos que procuram demandar justiça ou vingança através da incorporação em médiuns, muitas vezes desviando o trabalho espiritual de seu propósito original. — Espíritos Demandantes? Nunca ouvi falar esse nome antes — disse Nara. — Os “Demandantes” são irmãos e irmãs que, por diferentes razões, continuam presos a sentimentos de injustiça ou desejos de vingança de quando estavam “vivos na carne”. Eles tentam se comunicar ou influenciar os vivos para resolver essas questões pendentes. Muitas vezes, buscam se manifestar através da incorporação em médiuns durante as Giras. Isso pode desviar o foco do trabalho para questões pessoais desses espíritos, em vez de ajudar todos os presentes. Por isso, os Exus criam uma proteção ao redor do Terreiro, para manter essas influências afastadas e garantir que a Gira siga seu propósito de trazer luz e ajuda a todos. — Isso era bem comum em alguns Terreiros que eu visitava, tchê! — revelou Nara. — Infelizmente, ocorre com frequência em muitas casas de Umbanda, devido ao despreparo dos dirigentes. Os Demandantes manifestam-se de maneira insistente e, muitas vezes, perturbadora, buscando a atenção dos médiuns ou dos frequentadores. — Mas que barbaridade... por que eles fazem isso? — Esses irmãos geralmente têm demandas pessoais não resolvidas de sua vida terrena. Outros têm questões psicológicas que os perturbam. Quero Comprar

  • Benzimentos de Pretos Velhos | Pacco

    As entidades da Umbanda podem ser chamadas com palavras que brotam do coração. Neste livro de benzimentos e rezas da Umbanda, você encontra orações para purificar o ambiente, pedir cura, orientação e desenvolver a mediunidade, além de preces para a abertura da gira e a chamada dos Orixás e das Entidades. Um guia de devoção, com o benzimento dos 4 elementos e a oração de fechamento de corpo dos Pretos-Velhos, para rezar com fé e humildade. As entidades da Umbanda podem ser chamadas com palavras que brotam do coração. Neste livro de benzimentos e rezas da Umbanda, você encontra orações para purificar o ambiente, pedir cura, orientação e desenvolver a mediunidade, além de preces para a abertura da gira e a chamada dos Orixás e das Entidades. Um guia de devoção, com o benzimento dos 4 elementos e a oração de fechamento de corpo dos Pretos-Velhos, para rezar com fé e humildade. Leia um trecho do e-book As entidades trabalhadoras da Umbanda podem ser invocadas nos Terreiros onde ocorrem os trabalhos espirituais da Umbanda, nos quais os médiuns incorporam as entidades e realizam sessões de atendimento espiritual. Esses locais são propícios para invocar e receber a presença das entidades. Além disso, as entidades podem ser invocadas por meio de orações e preces direcionadas a elas. Existem diversas orações específicas para cada entidade, que podem ser recitadas com devoção e fé. No entanto, também é possível chamá-las de forma simples, usando palavras que brotem do coração. Ter um altar doméstico é outra forma pessoal de invocar as entidades. Nele, você pode colocar imagens, velas, flores e objetos relacionados às entidades com as quais deseja se conectar. Realizar orações e preces diárias, dedicando um tempo para se conectar com as entidades, também é uma maneira de pedir proteção e auxílio. A meditação e a visualização são outros métodos para entrar em contato com as energias das entidades. Concentre-se mentalmente, imagine a entidade em sua presença e estabeleça uma conexão espiritual com ela. Ao invocar os Guias para auxiliar nos benzimentos, é importante ter uma intenção clara e sincera. É essencial que haja humildade e gratidão em seu coração. Quero Comprar

  • Tudo Sobre os Exus | Pacco

    Ser médium não é um título, é uma missão. Neste guia prático para médiuns da Umbanda, você aprende a invocar e trabalhar com os Exus, entende velas, rogativas e oferendas, e conhece as especialidades de Exus como Tranca Rua das Almas, Sete Encruzilhadas, Tiriri, Caveira e Veludo. Um livro escrito com simplicidade e respeito, para tirar dúvidas de quem já vivencia a gira e de quem ainda nem sabe que é médium. Ser médium não é um título, é uma missão. Neste guia prático para médiuns da Umbanda, você aprende a invocar e trabalhar com os Exus, entende velas, rogativas e oferendas, e conhece as especialidades de Exus como Tranca Rua das Almas, Sete Encruzilhadas, Tiriri, Caveira e Veludo. Um livro escrito com simplicidade e respeito, para tirar dúvidas de quem já vivencia a gira e de quem ainda nem sabe que é médium. Leia um trecho do e-book A Umbanda é uma escola viva de aprendizado, transformação e amor. Quem trilha esse caminho espiritual sabe que nada acontece por acaso, e que a mediunidade é uma das ferramentas mais preciosas que podemos desenvolver para servir ao próximo e crescer internamente. Este livro foi escrito com o coração voltado aos médiuns da Umbanda: aos iniciantes que chegam com dúvidas e receios, aos caminhantes que já vivenciam a gira, aos que buscam respostas, e também àqueles que ainda nem sabem que são médiuns. Aqui, vamos conversar com simplicidade, clareza e muito respeito. Vamos tirar dúvidas, oferecer orientações e compartilhar experiências. Falaremos sobre velas, rogativas, oferendas, Exus, cuidados espirituais e, principalmente, sobre responsabilidade. Conheça os Exus Os Exus na Umbanda são entidades espirituais com funções específicas, e cada um atua em áreas diferentes, como se fossem especialistas dentro de uma grande equipe espiritual. Essas especialidades definem o campo de atuação de cada Exu, áreas em que eles têm mais força, sabedoria e domínio. Por exemplo: Exu Tranca Rua das Almas é conhecido por atuar com as energias da proteção, da justiça e do equilíbrio. É uma entidade firme, muito procurada por quem precisa se defender de ataques espirituais ou resolver conflitos difíceis. Exu Sete Encruzilhadas trabalha com a sabedoria, a intuição e os caminhos espirituais. Costuma ser invocado quando alguém precisa tomar decisões importantes, fortalecer a fé ou compreender mais profundamente a si mesmo. Quando a gente compreende as especialidades de cada Exu, fica mais fácil buscar auxílio da forma certa, com foco e respeito. É como procurar um médico especialista para cada tipo de dor. Exu Veludo Exu Veludo é uma entidade muito respeitada na Umbanda, conhecido por sua elegância, inteligência e grande habilidade em lidar com situações complexas. Seu nome remete à suavidade com que atua, sempre com sabedoria e equilíbrio. Ao mesmo tempo, é firme quando precisa ser, mostrando que elegância também pode caminhar junto com autoridade espiritual. Conta-se que, em vida, Exu Veludo foi um homem astuto e bem articulado, talvez até mesmo um príncipe africano em algumas tradições. Depois de passar por profundas provações, inclusive o cativeiro, transformou suas dores em aprendizado e hoje atua na espiritualidade como guia dos que precisam de orientação firme, mas justa. Seu olhar é penetrante, sua fala é envolvente, e sua presença é marcante. Não há como ignorá-lo quando chega. É comum que se manifeste com roupas de veludo preto ou vermelho, chapéu alinhado e sapatos bem lustrados. Mas sua maior característica não está na aparência externa, e sim na nobreza de sua atuação. Exu Veludo é visto como um diplomata da espiritualidade, que sabe acalmar os ânimos e harmonizar até os ambientes mais tensos. Quero Comprar

  • Proteção Espiritual Para Todos os Dias | Pacco

    Proteção espiritual também se aprende, todo dia é dia de se fortalecer. Neste livro de banhos, orações e práticas de autocuidado energético, dentro da espiritualidade e da Umbanda, você encontra receitas simples de banho, orações de firmeza e gestos cotidianos que, juntos, criam uma proteção ao seu redor. Um guia prático para consultar quando o coração pesar, quando o ambiente parecer carregado, ou quando quiser renovar a fé e a força do dia a dia. Proteção espiritual também se aprende, todo dia é dia de se fortalecer. Neste livro de banhos, orações e práticas de autocuidado energético, dentro da espiritualidade e da Umbanda, você encontra receitas simples de banho, orações de firmeza e gestos cotidianos que, juntos, criam uma proteção ao seu redor. Um guia prático para consultar quando o coração pesar, quando o ambiente parecer carregado, ou quando quiser renovar a fé e a força do dia a dia. Leia um trecho do e-book A proteção espiritual não se faz só com banho, vela e reza. Ela se constrói no jeito que a gente vive. No que a gente fala, no que a gente cala, e no que a gente escolhe fazer mesmo quando ninguém vê. O silêncio é escudo. Quando bem usado, afasta fofoca, evita discórdia e protege nossa energia de desgastes desnecessários. A fé é guia. Mesmo nos dias em que a luz parece fraca, é ela que nos mantém em pé. Não precisa ser barulhenta, só precisa ser verdadeira. A atitude é movimento. De nada adianta rezar e não agir. Pedir proteção sem fazer sua parte é como trancar a porta e deixar a janela aberta. Afirmação “Eu silencio o que me atrasa. Eu firmo minha fé no que me fortalece. Eu ajo com coragem para me proteger.” Dica Escolha um momento do dia para estar em silêncio, nem que sejam 3 minutos. Isso firma seu campo. Reforce uma pequena prece todos os dias, mesmo que seja só um “obrigado”. Tome decisões alinhadas com aquilo que você acredita. Isso é escudo e luz ao mesmo tempo. Quem caminha com silêncio, fé e atitude não está sozinho. Está amparado, guiado e protegido. Sempre. Quero Comprar

  • 1984 | Pacco

    Leia 1984, de George Orwell, em tradução contemporânea de Eliana Pacco: português claro e fluido, fiel à força do original. O clássico distópico do Grande Irmão, do duplipensamento e da Polícia das Ideias, sobre vigilância, controle e a busca por liberdade. Winston Smith vive num regime que controla até os pensamentos e decide se rebelar. Leia um trecho do e-book Era um dia frio e luminoso de abril, e os relógios davam 13 horas. Winston Smith, o queixo enfiado no peito em esforço para esquivar-se do vento cruel, passou depressa pelas portas de vidro das Mansões Victory, mas não tão depressa que evitasse a entrada de uma lufada de poeira arenosa junto com ele. O vestíbulo cheirava a repolho cozido e a velhos capachos de pano trançado. Numa das extremidades, um pôster colorido, grande demais para ambientes fechados, estava pregado na parede. Mostrava simplesmente um rosto enorme, com mais de um metro de largura: o rosto de um homem de uns quarenta e cinco anos, de bigodão preto e feições rudemente agradáveis. Winston avançou para a escada. Não adiantava tentar o elevador. Mesmo quando tudo ia bem, era raro que funcionasse, e agora a eletricidade permanecia cortada enquanto houvesse luz natural. Era parte do esforço de economia durante os preparativos para a Semana do Ódio. O apartamento ficava no sétimo andar e Winston, com seus trinta e nove anos e sua úlcera varicosa acima do tornozelo direito, subiu devagar, parando para descansar várias vezes durante o trajeto. Em todos os patamares, diante da porta do elevador, o pôster com o rosto enorme o fitava da parede. Era uma dessas pinturas realizadas de modo a que os olhos o acompanhassem sempre que você se movia. O GRANDE IRMÃO ESTÁ DE OLHO EM VOCÊ, dizia o letreiro, abaixo. No interior do apartamento, uma voz agradável lia alto uma relação de cifras que, de alguma forma, dizia respeito à produção de ferro-gusa. A voz saía de uma placa oblonga de metal semelhante a um espelho fosco, integrada à superfície da parede da direita. Winston girou um interruptor e a voz diminuiu um pouco, embora as palavras continuassem inteligíveis. O volume do instrumento (chamava-se teletela) podia ser regulado, mas não havia como desligá-lo completamente. Winston foi para junto da janela: o macacão azul usado como uniforme do Partido não fazia mais que enfatizar a magreza de seu corpo frágil, miúdo. Seu cabelo era muito claro, o rosto naturalmente sanguíneo, a pele áspera por causa do sabão ordinário, das navalhas cegas e do frio do inverno que pouco antes chegara ao fim. Era a patrulha policial, bisbilhotando pelas janelas das pessoas. As patrulhas, contudo, não eram um problema. O único problema era a Polícia das Ideias. Por trás de Winston, a voz da teletela continuava sua lenga-lenga infinita sobre o ferro-gusa e o total cumprimento, com folga, das metas do Nono Plano Trienal. A teletela recebia e transmitia simultaneamente. Todo som produzido por Winston que ultrapassasse o nível de um sussurro muito discreto seria captado por ela; mais: enquanto Winston permanecesse no campo de visão dentro da placa de metal, além de ouvido, também poderia ser visto. Claro, não havia como saber se você estava sendo observado num momento específico. Tentar adivinhar o sistema utilizado pela Polícia das Ideias para conectar-se a cada aparelho individual ou a frequência com que o fazia não passava de especulação. Era possível, inclusive, que ela controlasse todo mundo o tempo todo. Fosse como fosse, uma coisa era certa: tinha meios de conectar-se ao seu aparelho sempre que quisesse. Você era obrigado a viver — e vivia, em decorrência do hábito transformado em instinto, acreditando que todo som que fizesse seria ouvido e, se a escuridão não fosse completa, todo movimento examinado meticulosamente. Voltou para a sala de estar e sentou-se junto a uma mesinha que ficava à esquerda da teletela. Abriu a gaveta da mesa e tirou um porta-penas, um vidro de tinta e um caderno grosso, formato in-quarto, sem nada escrito, de lombada vermelha e capa marmorizada. A coisa que estava prestes a fazer era começar um diário. Não que isso fosse ilegal (nada era ilegal, visto que já não existiam leis), mas se o fato fosse descoberto era praticamente certo que o punissem com a morte ou com pelo menos vinte e cinco anos de prisão em algum campo de trabalhos forçados. O que Winston está prestes a escrever pode custar a vida dele. A história começa aqui. Quero Comprar

  • PombaGira, Minha Comadre, Saravá! | Pacco

    Pomba Gira não pede desculpas por ser o que é. E talvez seja exatamente isso que tanto incomoda. Neste livro em perguntas e respostas sobre Pomba Gira na Umbanda, você entende quem ela é de verdade, sem romantização e sem demonização: de onde vem seu nome, por que ela não é “Exu com saia”, e outras questões reais feitas por médiuns, iniciantes e curiosos. Doutrina, prática e história, para quem quer abandonar o preconceito e entender a Rainha das Encruzilhadas. Pomba Gira não pede desculpas por ser o que é. E talvez seja exatamente isso que tanto incomoda. Neste livro em perguntas e respostas sobre Pomba Gira na Umbanda, você entende quem ela é de verdade, sem romantização e sem demonização: de onde vem seu nome, por que ela não é “Exu com saia”, e outras questões reais feitas por médiuns, iniciantes e curiosos. Doutrina, prática e história, para quem quer abandonar o preconceito e entender a Rainha das Encruzilhadas. Leia um trecho do e-book Nota da Autora Escrever sobre Pomba Gira é, antes de qualquer coisa, um ato de respeito. Respeito por uma entidade que carrega, na própria existência, tudo aquilo que a sociedade aprendeu a temer nas mulheres: a liberdade sem pedido de licença, a sensualidade sem vergonha, a risada que não se contém, a palavra que não se engole. Pomba Gira não pede desculpas por ser o que é. E talvez seja exatamente isso que tanto incomoda. Este livro nasceu de perguntas reais, feitas por pessoas reais: médiuns experientes que nunca pararam para pensar no porquê de certas coisas, iniciantes que chegaram ao terreiro cheios de dúvidas e sem coragem de perguntar, e curiosos que viram uma Pomba Gira trabalhar uma vez e não conseguiram mais esquecer. Aqui você não vai encontrar romantização. Também não vai encontrar demonização. O que vai encontrar é Umbanda, doutrina, prática, história e, acima de tudo, verdade. Pomba Gira não é o que o preconceito diz que ela é. Mas para entender o que ela realmente é, antes será preciso estar disposto a abandonar o que achava que sabia. Rogativa às Pombogiras Salve as Rainhas das Encruzilhadas, as que guardam os caminhos e conhecem os segredos da noite. Salve as que dançam sem pedir permissão e riem sem explicar o motivo. Salve Maria Padilha, rainha entre as rainhas, que abre as portas com um sorriso e fecha com um olhar. Salve Maria Mulambo, que recolhe o que o mundo jogou fora e transforma em força o que era abandono. Salve Sete Saias, que gira e não para, porque o movimento é a sua natureza. Salve Maria Navalha, precisa e certeira, que corta o que precisa ser cortado sem hesitação. Salve todas as Pombogiras, as das estradas e das almas, as dos cemitérios e das encruzilhadas, as que trabalham na luz da vela vermelha e as que velam em silêncio sobre os seus. Que vossas gargalhadas afastem o que é baixo. Que vossas saias varram o que é pesado. Que vossas rosas perfumem os caminhos de quem vos busca com o coração limpo. Saravá, Comadre! De onde vem esse nome? O nome causa estranheza logo de início. Pomba: uma ave associada à paz, à pureza, ao Divino Espírito Santo no imaginário cristão. Gira: o nome das sessões da Umbanda, mas também o próprio movimento circular, a roda que gira. Como essas duas palavras chegaram juntas para nomear uma entidade tão marcada pela força e pela transgressão? A explicação mais aceita é que o nome tem origem em termos africanos dos povos bantos, como Mpambu Nzila, uma entidade ligada às encruzilhadas e ao trânsito entre mundos, cultuada em regiões do Congo e de Angola. Apesar do nome, não tem relação com a ave. O que importa saber é que o nome carrega movimento. Carrega travessia. Carrega a ideia de algo que não se fixa, que circula entre mundos, que conhece todas as encruzilhadas porque já passou por todas elas. Ela não é Exu com saia “Pomba Gira é o feminino de Exu”. Essa é uma definição que se ouve muito nos terreiros. Ela não está errada, mas está incompleta. E pode confundir se for tomada ao pé da letra. Pomba Gira e Exu pertencem à mesma corrente de trabalho. Ambos cuidam das encruzilhadas, ambos fazem a ponte entre o plano espiritual e o humano, ambos trabalham com os desejos, as vontades e os caminhos da vida. Nesse sentido, são energias que se completam. Mas Pomba Gira não é simplesmente Exu com saia. Ela tem a sua própria identidade, os seus próprios arquétipos, a sua própria missão. Exu carrega com mais força a energia da vontade, o impulso, a ação, a abertura de caminhos. Pomba Gira trabalha com mais intensidade no campo do desejo, das relações, da autoestima e do poder pessoal. Dizer que Pomba Gira é “o feminino de Exu” é apressado demais. É como dizer que Iansã é “o feminino de Xangô” só porque os dois trabalham com a tempestade. Uma coisa é serem complementares. Outra é serem a mesma coisa. Quero Comprar

  • Crianças, Ciganos, Oriente e Natureza

    O céu é meu teto, a Terra é minha pátria e a liberdade é minha religião. Neste livro sobre quatro Linhas de Trabalho pouco exploradas da Umbanda, você conhece os Erês (Crianças), os Ciganos, a Linha do Oriente e os Elementais, espíritos da natureza, com suas festas, cores, oferendas e o propósito de cada um. Um convite para mergulhar nos mistérios da Umbanda com respeito e simplicidade. O céu é meu teto, a Terra é minha pátria e a liberdade é minha religião. Neste livro sobre quatro Linhas de Trabalho pouco exploradas da Umbanda, você conhece os Erês (Crianças), os Ciganos, a Linha do Oriente e os Elementais, espíritos da natureza, com suas festas, cores, oferendas e o propósito de cada um. Um convite para mergulhar nos mistérios da Umbanda com respeito e simplicidade. Leia um trecho do e-book A Umbanda é um universo repleto de mistérios que se desvela aos poucos, revelando uma riqueza espiritual que vai além do que os olhos podem ver. Dentro desse universo, encontramos forças que representam diferentes aspectos da vida e do espírito: as Crianças, os Ciganos, a Linha do Oriente e os Elementais, cada um carregando sua própria sabedoria e propósito. As Crianças nos ensinam a simplicidade e a pureza, lembrando-nos da importância da alegria e da leveza mesmo nos momentos mais desafiadores. Os Ciganos, com sua sabedoria ancestral, nos conectam à liberdade e à magia da vida, inspirando coragem para seguir em frente. A Linha do Oriente nos traz serenidade e a profundidade das filosofias antigas, oferecendo ferramentas de cura e autoconhecimento. Os Elementais, os espíritos da natureza, revelam o poder do equilíbrio e da harmonia entre os mundos visíveis e invisíveis. Erês ou Crianças “O que se faz de mal a alguém o Erê desfaz. Mas o que um Erê faz, nem Exu desfaz!” (Máxima de Terreiro) Os Erês, na Umbanda, são conhecidos por diversos nomes, como Ibejada, Beijada, Dois Dois, Cosminhos e Ibêjis. Pelo sincretismo com os santos católicos, também são chamados de São Cosme, São Damião e Doúm. Influenciados pela cultura indígena, os Erês também são chamados de Curumins, que em Tupi-Guarani significa “criança”. Ciganos “O céu é meu teto, a Terra é minha pátria e a Liberdade é minha religião.” (máxima dos trabalhadores da Linha dos Ciganos) Os Ciganos constituem uma linha espiritual própria, distinta da Linha dos Povos do Oriente. É importante notar que, na Umbanda, alguns Ciganos falam um português misturado com expressões do idioma romani, a língua tradicional dos ciganos. Sua atuação é reconhecida por sua energia vibrante, que favorece a prosperidade, a boa sorte e a união familiar. Observam as fases da Lua, sendo a Lua Cheia a mais favorável para seus trabalhos. São entidades que dominam o esoterismo e a magia natural, utilizando elementos como cristais, incensos e ervas em seus trabalhos. O arquétipo cigano representa um ser de alma livre e desapegada. Eles representam a liberdade, a alegria de viver e a sabedoria adquirida através da vida itinerante e das tradições ancestrais. As festas ciganas na Umbanda são marcadas por muita música e alegria, com instrumentos como violinos, pandeiros e violas. As mesas de oferendas são adornadas com frutas, flores silvestres, rosas, velas, incensos, arroz cru (simbolizando prosperidade), trigo e pães (representando fartura), moedas (para atrair riqueza) e vinho (bebida universal do povo cigano). Durante as festividades, é comum acender uma fogueira, simbolizando a purificação das pessoas e do ambiente. Quero Comprar → ebook R$ 17,90

  • Rituais Simples Para Abrir Caminhos | Pacco

    Nem todo ritual precisa ser complicado, e nem toda oração precisa ser longa. Neste livro de rituais e orações da Umbanda, com ervas, velas e elementos simples do dia a dia, você aprende a acender uma vela com propósito, fazer um banho de ervas, oferecer com respeito e pedir com fé para abrir caminhos na vida. Um guia prático para quem busca uma luz, sem luxo, só com fé verdadeira. Nem todo ritual precisa ser complicado, e nem toda oração precisa ser longa. Neste livro de rituais e orações da Umbanda, com ervas, velas e elementos simples do dia a dia, você aprende a acender uma vela com propósito, fazer um banho de ervas, oferecer com respeito e pedir com fé para abrir caminhos na vida. Um guia prático para quem busca uma luz, sem luxo, só com fé verdadeira. Leia um trecho do e-book Quando dizemos que vamos “abrir caminhos”, estamos falando de muito mais do que conseguir um emprego ou atrair dinheiro. Abrir caminhos é permitir que a vida volte a fluir. É tirar os empecilhos, os pesos invisíveis, as energias paradas que travam o corpo, a mente e a alma. Na Umbanda, acreditamos que tudo tem um tempo certo, mas que também precisamos fazer nossa parte para que esse tempo chegue, e o ritual é esse ato de movimento. É como varrer a casa antes da visita chegar. Os Guias espirituais, como os Pretos-Velhos, os Caboclos e os Exus, nos ensinam que o segredo está na fé com simplicidade. Você pode fazer um grande ritual, com muitos elementos, e não alcançar nada... E pode acender uma única vela com fé verdadeira e abrir uma porta que estava fechada há anos. Fé simples é aquela que não precisa de espetáculo. Ela é feita com silêncio, com verdade, com intenção. Neste livro, você vai aprender a: Acender uma vela com propósito; Fazer um banho de ervas para tirar os pesos do dia; Oferecer com respeito o que tem no quintal ou na cozinha; Pedir com humildade, sem medo, sem culpa; E, principalmente, confiar, porque caminho aberto também é caminho com coragem. Abrir caminhos é como varrer uma estrada. A gente tira as folhas secas, o pó acumulado, os galhos caídos... e deixa o chão livre para andar. Vamos juntos? Quero Comprar

  • Ervas de Poder na Bruxaria | Pacco

    O uso de plantas para se conectar com o divino atravessa diversas culturas ao longo da história. Neste livro de espiritualidade pagã e bruxaria, Eliana Pacco apresenta, com olhar sensível, plantas de grande poder simbólico usadas em rituais ancestrais, sua história e o lugar que ocupam nas práticas espirituais. Uma introdução respeitosa, não um manual de instruções, para despertar curiosidade e respeito pela sabedoria ancestral desses seres da natureza. O uso de plantas para se conectar com o divino atravessa diversas culturas ao longo da história. Neste livro de espiritualidade pagã e bruxaria, Eliana Pacco apresenta, com olhar sensível, plantas de grande poder simbólico usadas em rituais ancestrais, sua história e o lugar que ocupam nas práticas espirituais. Uma introdução respeitosa, não um manual de instruções, para despertar curiosidade e respeito pela sabedoria ancestral desses seres da natureza. Leia um trecho do e-book O uso de plantas como ferramentas para expandir a consciência e conectar-se com o divino é uma prática que atravessa diversas culturas ao longo da história. Ervas de Poder na Bruxaria não se propõe a ser um guia completo, mas sim uma introdução a algumas das mais poderosas plantas utilizadas em rituais de bruxaria. Neste livro, abordo com um olhar sensível algumas plantas com grande poder simbólico, como a chacrona e a jurema preta, além de dois cactos conhecidos por seus efeitos visionários: o peiote e o cacto de São Pedro. Cada um desses seres naturais carrega consigo não apenas propriedades físicas, mas também uma energia mágica que tem sido explorada por povos antigos para buscar autoconhecimento, cura e iluminação espiritual. Com um foco superficial, o intuito aqui é apresentar essas plantas de forma que você possa compreender sua importância dentro de práticas espirituais específicas. Ao longo das páginas, você encontrará uma breve descrição de como elas têm sido utilizadas e o impacto que podem ter na jornada espiritual. O propósito é apenas despertar sua curiosidade e respeito por esses seres da natureza, que, apesar de suas diferenças, compartilham a capacidade de conectar o humano ao divino e ao desconhecido. Este não é um manual de instruções, mas uma porta de entrada para o entendimento do uso simbólico e ritualístico de certas plantas no universo da bruxaria. Bruxaria Hoje: Uma Tradição Viva A bruxaria não é só um resquício do passado. Ela está viva e em constante transformação. Mais do que feitiços e rituais misteriosos, a bruxaria representa uma busca por conexão com a natureza, com o sagrado e consigo mesmo. Hoje em dia, muitas pessoas se identificam como bruxas, resgatando conhecimentos ancestrais para equilibrar corpo, mente e espírito. O interesse por práticas como o uso de ervas, a leitura de oráculos e rituais alinhados aos ciclos da lua só cresce. Livre de dogmas rígidos, ela não exige que você siga regras impostas, mas sim que encontre sua própria verdade. Aqui, o respeito pelos ciclos da natureza, as estações, a lua, o sol, é a essência. Cada folha que cai, cada flor que desabrocha, cada fase da lua é um lembrete de que fazemos parte de algo maior. No Brasil, milhares de pessoas praticam alguma forma de bruxaria, seja por meio da espiritualidade ancestral, do uso de ervas ou de ritos que atravessam gerações. A magia nunca deixou de existir, ela apenas se adaptou ao nosso tempo, pronta para quem sente o chamado. Quero Comprar

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