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  • Filhos de Ogum | Pacco

    Ogum. Apenas dizer esse nome já faz o peito se encher de força. Neste livro sobre os filhos de Ogum, o Orixá guerreiro, senhor da lei e da justiça na Umbanda, você entende os traços de personalidade, a relação com a justiça e a verdade, o espírito de liderança, os desafios da impulsividade e a vida amorosa de quem tem Ogum como Orixá de Frente. Com origem, sincretismo com São Jorge, símbolos, oferendas e mensagens de Ogum, para quem se reconhece filho ou filha do guerreiro. Ogum. Apenas dizer esse nome já faz o peito se encher de força. Neste livro sobre os filhos de Ogum, o Orixá guerreiro, senhor da lei e da justiça na Umbanda, você entende os traços de personalidade, a relação com a justiça e a verdade, o espírito de liderança, os desafios da impulsividade e a vida amorosa de quem tem Ogum como Orixá de Frente. Com origem, sincretismo com São Jorge, símbolos, oferendas e mensagens de Ogum, para quem se reconhece filho ou filha do guerreiro. Leia um trecho do e-book Quem é, de verdade, esse Orixá que carrega a espada, que abre caminhos, que luta por justiça e protege seus filhos com tanta intensidade? Este livro nasceu do desejo de conversar com você, que sente Ogum pulsar na sua vida, que talvez nem saiba explicar direito por que, mas se emociona ao ouvir seu ponto cantado, que se arrepia ao ver a imagem de São Jorge sobre o cavalo branco. Nas páginas a seguir, não há fórmulas nem verdades absolutas. Há relatos, experiências, ensinamentos e reflexões sobre essa energia tão presente na espiritualidade afro-brasileira e no coração de quem carrega sua força. Este livro é para filhos de Ogum, para curiosos, para devotos, para quem já o conhece de longa data ou para quem está dando seus primeiros passos no caminho da fé. Que Ogum abra seus caminhos, proteja sua alma e fortaleça sua missão. Axé! *** A Personalidade dos Filhos de Ogum Falar sobre a personalidade dos filhos de Ogum é mergulhar em um universo de força, coragem e intensidade. Eles têm uma presença marcante, daquelas que ninguém esquece. Quando chegam, não passam despercebidos. E não é por querer chamar atenção, é porque a energia deles simplesmente pulsa, vibra, se impõe. A mente dos filhos de Ogum é prática e objetiva. São pessoas que pensam rápido, tomam decisões com firmeza e não gostam de rodeios. Se há um problema, querem logo encontrar a solução. No coração, são intensos. Quando gostam, gostam de verdade. Quando confiam, entregam-se por completo. Mas quando se decepcionam, aí a dor é funda. Os filhos de Ogum não se permitem viver pela metade. Tudo neles é inteiro: o amor, a amizade, a fé, a entrega. Por serem tão diretos, às vezes são mal interpretados. Algumas pessoas os acham bravos, duros, secos. Mas por trás dessa casca firme, existe uma alma sensível, que sofre com o que é errado e se magoa com a falsidade. Só que, ao invés de chorar para o mundo, eles recolhem a dor e seguem lutando. Outra característica forte é o senso de responsabilidade. Os filhos de Ogum costumam ser aqueles em quem os outros confiam para resolver as coisas. São trabalhadores, sérios, comprometidos. Apesar da rigidez, muitos têm um humor sarcástico, uma forma direta de dizer verdades que às vezes surpreende, mas também arranca sorrisos. No fundo, o que mais desejam é viver com dignidade, proteger os seus, caminhar com honra e deixar um legado de força e justiça. Os filhos de Ogum são, acima de tudo, guerreiros de alma. Quero Comprar

  • Linhas e Guias de Trabalho | Pacco

    Um Preto Velho ligado a Ogum não é o mesmo que um Preto Velho ligado a Oxum. A energia do Orixá muda a forma como o Guia trabalha. Neste livro sobre as Linhas de Trabalho da Umbanda, você entende como Caboclos, Pretos Velhos, Baianos e outros Guias se manifestam sob a influência de cada Orixá, de Ogum a Omulu, com exemplos práticos e Perguntas e Respostas. Um livro para entender a lógica por trás de quem trabalha com você no terreiro. Um Preto Velho ligado a Ogum não é o mesmo que um Preto Velho ligado a Oxum. A energia do Orixá muda a forma como o Guia trabalha. Neste livro sobre as Linhas de Trabalho da Umbanda, você entende como Caboclos, Pretos Velhos, Baianos e outros Guias se manifestam sob a influência de cada Orixá, de Ogum a Omulu, com exemplos práticos e Perguntas e Respostas. Um livro para entender a lógica por trás de quem trabalha com você no terreiro. Leia um trecho do e-book Na Umbanda, a palavra “Guia” pode ter dois significados principais, e a diferenciação entre eles depende do contexto. Os Guias espirituais (no masculino): são entidades que trabalham na Umbanda, como Caboclos, Pretos Velhos, Erês, Exus, Pombagiras, entre outros. As guias de contas (no feminino): são colares ritualísticos usados pelos médiuns e praticantes da Umbanda como símbolos de proteção, conexão espiritual e firmeza energética. A Umbanda é uma religião espiritualista que se baseia na comunicação com entidades de luz, visando promover a caridade e oferecer auxílio aos necessitados. Dentro dessa tradição, as Linhas de Trabalho representam diferentes agrupamentos espirituais, cada um com características, vibrações e formas de atuação próprias. Essas Linhas organizam o trabalho espiritual, direcionando as energias que regem os atendimentos nos Terreiros. Cada Linha está associada a um Orixá e se manifesta por meio de Guias Espirituais, entidades que já viveram na Terra, evoluíram e se tornaram instrumentos de auxílio e bem. A importância das Linhas de Trabalho da Umbanda está na diversidade de energias que elas trazem. Enquanto algumas Linhas atuam na cura, outras se dedicam à proteção, à abertura de caminhos, à resolução de conflitos ou à elevação espiritual. Exemplos práticos As energias dos Orixás são forças poderosas que guiam os Guias da Umbanda em sua missão de auxiliar e orientar os necessitados. Cada Orixá possui uma vibração única que influencia como os Guias se manifestam, trazendo soluções e orientações para as mais diversas situações da vida. Preto Velho na Vibração de Ogum Quando um Preto Velho, que é tradicionalmente visto como um espírito de sabedoria, aconselhamento e cura, está ligado à energia de Ogum, ele pode manifestar essas mesmas qualidades, mas com uma ênfase diferente, devido à vibração da força e coragem associada ao Orixá Ogum. Ogum é o Orixá da guerra, da luta e da força, e sua energia é marcada pela determinação, coragem e resistência diante de desafios. Quando um Preto Velho atua sob essa vibração, ele transmite os ensinamentos e conselhos de sabedoria típicos de sua Linha, mas de uma forma mais voltada para a ação e enfrentamento de dificuldades. Exemplo: um Preto Velho ligado à energia de Ogum pode dar orientações sobre como a pessoa deve ter coragem para enfrentar adversidades, lutar pelas suas conquistas e superar obstáculos com firmeza. Quero Comprar → ebook R$ 17,90

  • Gestuais e Saudações na Umbanda | Pacco

    O Caboclo chega com firmeza, ajoelhado, punhos batendo no peito. O Preto Velho chega curvado, devagar, com a sabedoria de quem já viveu muito. Neste livro sobre os gestos e saudações da Umbanda, você entende o significado da postura na defumação, a saudação à Tronqueira, ao Gongá, aos Atabaques, e aprende a reconhecer como cada Linha de trabalho chega na incorporação, de Caboclos a Iemanjá. Um livro para que o gesto deixe de ser imitação e vire reverência de verdade. O Caboclo chega com firmeza, ajoelhado, punhos batendo no peito. O Preto Velho chega curvado, devagar, com a sabedoria de quem já viveu muito. Neste livro sobre os gestos e saudações da Umbanda, você entende o significado da postura na defumação, a saudação à Tronqueira, ao Gongá, aos Atabaques, e aprende a reconhecer como cada Linha de trabalho chega na incorporação, de Caboclos a Iemanjá. Um livro para que o gesto deixe de ser imitação e vire reverência de verdade. Leia um trecho do e-book Na Umbanda, palavras e gestos têm grande valor. Eles não são feitos apenas por hábito ou tradição: carregam força espiritual, respeito e intenção. Ainda assim, muitos filhos e filhas de fé apenas repetem aquilo que veem os mais antigos fazendo, sem entender o porquê de cada gesto. A linguagem do corpo, como o olhar, a posição das mãos, o tom da voz, a forma de caminhar ou vestir, diz muito mais do que palavras. E dentro da Umbanda, isso é levado a sério. Um gesto pode expressar humildade, fé, devoção, proteção ou até um pedido silencioso de ajuda. O corpo fala antes da palavra Quem frequenta um terreiro com atenção logo percebe que cada Linha de trabalho tem uma forma própria de chegar. Os gestos da incorporação não são aleatórios, cada um deles tem um significado dentro da energia que aquela Entidade traz. Caboclos O Caboclo chega com firmeza. No primeiro momento da incorporação, é comum que o médium se ajoelhe com uma perna à frente, numa postura de guerreiro. Os punhos fechados batem no peito, gesto que ancora a incorporação e ativa o centro de força do médium. Alguns Caboclos chegam com um brado forte e o dedo indicador apontado para cima ou para frente, afirmando sua presença e sua missão. Pretos-Velhos A chegada do Preto Velho é o oposto em aparência, mas igual em profundidade. O corpo se curva, os passos ficam lentos, os ombros descem. Não é fraqueza, é a sabedoria de quem já viveu muito e não precisa de nenhuma demonstração de força. Às vezes chegam com as mãos para trás, outras vezes apoiados em um cajado invisível. Erês (Crianças) Os Erês chegam como crianças de verdade: pulando, batendo palmas, rindo. Alguns chegam chorando, o que também tem função: é uma forma de realizar um descarrego na corrente ou num consulente específico. A aparente agitação é sempre intencional. Entidades de Iansã Chegam em pé, com a mão direita aberta e levantada à altura do ombro, como quem comanda o vento. O brado é vibrante e forte. Entidades de Iemanjá As mãos se movem com as palmas voltadas para baixo, num ondular suave e contínuo, o movimento das águas do mar. A chegada costuma ser acompanhada de um canto longo e melodioso. Entidades de Ogum Os braços se movem simulando o manejo de uma espada. A chegada é enérgica e vem acompanhada de um brado curto e firme. Quero Comprar → ebook R$ 17,90

  • Baianos, Boiadeiros, Marinheiros | Pacco

    Quantas ondas tem o mar? Quantos grãos têm de areia? Neste livro sobre três Linhas de Trabalho da Umbanda, você entende os Baianos, regidos por Iansã, os Boiadeiros, ligados a Ogum, e os Marinheiros, ligados a Iemanjá, suas histórias, funções e ensinamentos, com Perguntas e Respostas para cada linha. Um livro para reconhecer essas entidades quando chegam ao terreiro, e entender por que trabalham do jeito que trabalham. Quantas ondas tem o mar? Quantos grãos têm de areia? Neste livro sobre três Linhas de Trabalho da Umbanda, você entende os Baianos, regidos por Iansã, os Boiadeiros, ligados a Ogum, e os Marinheiros, ligados a Iemanjá, suas histórias, funções e ensinamentos, com Perguntas e Respostas para cada linha. Um livro para reconhecer essas entidades quando chegam ao terreiro, e entender por que trabalham do jeito que trabalham. Leia um trecho do e-book A Umbanda é uma religião que abraça uma pluralidade de forças espirituais, todas com propósitos específicos de ajudar na evolução do ser humano. Cada Linha de Trabalho dentro da Umbanda representa um aspecto da natureza, da vida e da proteção divina, e as entidades que a compõem atuam de forma singular em nossas vidas. Entre elas, destacam-se os Baianos, os Boiadeiros e os Marinheiros, três entidades que, com suas energias distintas, oferecem auxílio em diferentes áreas da nossa jornada espiritual. Os Baianos, regidos por Iansã, são conhecidos por sua capacidade de movimentar e transformar. Sua energia vibrante é usada para impulsionar aqueles que se encontram estagnados ou em situações de bloqueio, ajudando-os a seguir adiante com mais clareza e disposição. Os Boiadeiros, com sua ligação com o Orixá Ogum, atuam em processos de limpeza e proteção, principalmente no trabalho espiritual com os chamados espíritos decaídos, que atormentam os encarnados. São conhecidos pela sua força, coragem e perseverança diante das dificuldades. Os Marinheiros, ligados às águas e às forças do mar de Iemanjá, são conhecidos pelo seu trabalho de limpeza e descarrego espiritual. Sua energia é fluida e adaptável, levando embora as cargas espirituais negativas e trazendo paz e harmonia. Marinheiros “Quantas ondas tem o mar? Quantos grãos têm de areia? Eu vim pra descarregar, sou Marinheiro da mamãe sereia.” (Ponto cantado) Quando os Marinheiros chegam nos Terreiros agem como se estivessem “desembarcando” do mar, também chamado Calunga Grande, gingando pra lá e pra cá, gargalhando e abraçando, “balançando” e cumprimentando todos com fortes apertos de mão. Seus movimentos oscilam como quem está se equilibrando no convés de um navio em alto mar. À primeira vista podem parecer bêbados, mas não se enganem: os Marinheiros não estão embriagados. O que acontece é que, como trabalhadores espirituais ligados às irradiações ondulantes do mar de Iemanjá, eles entram em sintonia com as vibrações desse Orixá, e seus corpos refletem essa energia, indo de um lado para o outro, como se estivessem se ajustando ao balanço do oceano. A Origem dos Marinheiros e sua Missão A Linha dos Marinheiros tem sua origem na vibração da Rainha do Mar, Iemanjá. O corpo do médium, durante a incorporação, sente a força das marés e da arrebentação. Através dos seus “balanços”, os Marinheiros realizam a limpeza espiritual nos Terreiros de Umbanda, principalmente após trabalhos mais pesados. Eles ajudam a descarregar a energia negativa, levando-a para as ondas do mar sagrado, como se estivessem “lavando” o espaço e restaurando a harmonia espiritual. Quando completam esse processo, costumam dizer: “Já lavei o tombadilho (chão do navio). Agora está tudo bem limpo!” A Função dos Marinheiros: Descarrego e Limpeza O trabalho dos Marinheiros é essencial para descarregos espirituais, passes, desenvolvimento de médiuns e outros serviços que envolvem demandas espirituais pesadas. Em Giras mais intensas, como aquelas que envolvem “puxada” de desobsessão, é comum que os Marinheiros sejam chamados para realizar o descarrego do ambiente ao final. Quero Comprar → ebook R$ 17,90

  • A Anunciação da Umbanda | Pacco

    A história que você conhece não é a história completa. Neste livro sobre a origem da Umbanda, você encontra a versão oficial (Caboclo das Sete Encruzilhadas, Zélio de Moraes) e a pesquisa acadêmica que revela uma origem bem diferente da que se conta, com base nos estudos da antropóloga Diana Brown. Um livro que também enfrenta de frente o preconceito da igreja católica e das igrejas neopentecostais contra a Umbanda. Para quem não tem medo da verdade completa. A Umbanda não nasceu para os pobres. A Umbanda não nasceu para os negros. A história que você conhece não é a história completa. Neste livro sobre a origem da Umbanda, você encontra a versão oficial (Caboclo das Sete Encruzilhadas, Zélio de Moraes) e a pesquisa acadêmica que revela uma origem bem diferente da que se conta, com base nos estudos da antropóloga Diana Brown. Um livro que também enfrenta de frente o preconceito da igreja católica e das igrejas neopentecostais contra a Umbanda. Para quem não tem medo da verdade completa. Leia um trecho do e-book A história da Umbanda, muitas vezes contada de forma simples, esconde vários detalhes interessantes e importantes. Um estudo pioneiro da antropóloga americana Diana Brown revela uma visão diferente sobre a religião, que muitos não conhecem. Durante o doutorado na Universidade Columbia, Diana Brown se interessou pelas religiões afro-brasileiras. Com uma bolsa da Fundação Ford, ela viajou ao Rio de Janeiro e passou cinco meses morando no Jacarezinho, uma das maiores favelas da cidade. Quando chegou ao Rio de Janeiro em 1966, ela acreditava que a Umbanda era uma prática religiosa voltada para os negros pobres. No entanto, durante sua pesquisa, ela se surpreendeu ao descobrir que a Umbanda não era uma religião das classes baixas, mas algo bem presente entre a classe média. A Umbanda não nasceu para os pobres A Umbanda, quando surgiu, foi majoritariamente adotada por membros da classe média, incluindo pessoas que trabalhavam no comércio, na burocracia do governo, nas forças armadas, além de profissionais como jornalistas, professores e advogados. Isso desafia a ideia de que a Umbanda foi criada exclusivamente para atender aos negros e pobres. A Umbanda não nasceu para os negros A antropóloga cita uma foto dos fundadores da Umbanda, tirada em 1941, onde 15 dos 17 homens que aparecem na imagem são brancos, com apenas dois mulatos e nenhum negro. E também nenhuma mulher. Entre os fundadores, muitos eram antigos praticantes do espiritismo. Mas a rigidez das práticas e o tom excessivamente teórico do espiritismo não os satisfaziam mais. Centros de Macumba Em busca de algo mais dinâmico e prático, passaram a frequentar os centros de Macumba nas favelas do Rio e de Niterói, onde encontraram um tipo de espiritualidade mais intensa, com a incorporação de espíritos e divindades de origem africana e indígena. No entanto, esses mesmos ex-kardecistas, ao se envolverem com a Macumba, também não aceitavam tudo que viam. Eles não gostavam de certos rituais, como os sacrifícios de animais, nem da presença de espíritos como os Exus, que eram considerados “negativos”. Deste modo, apesar de buscarem um culto mais vibrante, também queriam se distanciar das práticas de feitiçaria, “embranquecer” e “limpar” a religião de tudo o que fosse visto como “africano”. Isso gerou a ideia da “Umbanda Branca”, uma versão mais palatável da religião, que misturava a mediunidade e a reencarnação do espiritismo kardecista com o catolicismo e os princípios da caridade. Os rituais foram adaptados para agradar aos novos adeptos, afastando-se dos sacrifícios de animais, das danças e toques de tambores, e principalmente da invocação dos Exus. Estes últimos, que antes eram vistos com desconfiança, foram reinterpretados e hoje são compreendidos de forma mais positiva. Como vamos ver em seguida, a Umbanda é uma religião cheia de camadas, com uma história rica e complexa, que mistura a influência da classe média, o espiritismo e as tradições afro-brasileiras. Quero Comprar → ebook R$ 17,90

  • Como Interpretar os Nomes dos Guias | Pacco

    Orixá não se explica com pressa. Orixá se sente, se vive, se escuta no sopro do vento, no calor do fogo, na força da terra. Neste guia prático sobre os nomes dos Guias na Umbanda, você aprende a chave interpretativa que liga verbos e elementos do nome de um Guia ao Orixá correspondente, com exemplos de Pretos Velhos, Pombogiras e Exus, além de um Dicionário Simbólico completo. Um livro pequeno e direto, para nunca mais ficar sem entender de onde vem a força de um nome. Orixá não se explica com pressa. Orixá se sente, se vive, se escuta no sopro do vento, no calor do fogo, na força da terra. Neste guia prático sobre os nomes dos Guias na Umbanda, você aprende a chave interpretativa que liga verbos e elementos do nome de um Guia ao Orixá correspondente, com exemplos de Pretos Velhos, Pombogiras e Exus, além de um Dicionário Simbólico completo. Um livro pequeno e direto, para nunca mais ficar sem entender de onde vem a força de um nome. Leia um trecho do e-book Orixá não se explica com pressa. Orixá se sente, se vive, se escuta no sopro do vento, no calor do fogo, na força da terra e no cantar das águas. Cada folha, cada som, cada símbolo que cruza nosso caminho pode carregar a presença de um deles, sutil ou vibrante, silenciosa ou arrebatadora. Este pequeno guia nasceu do desejo de reunir, em palavras simples, os símbolos que nos aproximam dos Orixás. São objetos, cores, elementos da natureza e gestos do cotidiano que, muitas vezes, passam despercebidos, mas que estão carregados de axé e significado. Não espere encontrar aqui fórmulas ou verdades absolutas. O que você vai encontrar são pontes, caminhos simbólicos para entender melhor as energias que te cercam e que, talvez sem saber, já te acompanham há muito tempo. Cada palavra desse glossário é uma semente. E cada Orixá, um jardim inteiro. Chave Interpretativa Existe uma forma de entender melhor os nomes das Entidades que atuam nas Linhas de Trabalho da Umbanda. Há uma espécie de “chave interpretativa”, que consiste em relacionar corretamente os elementos contidos nos nomes simbólicos aos Orixás correspondentes. Na Umbanda, os nomes das entidades espirituais frequentemente incluem verbos ou ações que indicam sua função ou ligação com determinados Orixás. Essa relação ajuda a compreender melhor a atuação de cada guia espiritual. Levam Abre no nome Entidades com “Abre” no nome, como “Abre-Caminhos”, estão associadas a Ogum, o Orixá conhecido por abrir caminhos e remover obstáculos. Exemplo: Caboclo Abre-Caminhos. Orixá relacionado: Ogum. Por quê? Ogum é quem abre os caminhos, remove os obstáculos, vence na força da espada. Quando uma entidade tem “abre” no nome, ela está manifestando essa energia. Atuação: destravar a vida da pessoa, abrir oportunidades, trazer movimento. Nomes que indicam Romper Nomes que incluem “Rompe”, como “Rompe-Mato”, também se relacionam a Ogum, indicando a ação de superar barreiras. Exemplo: Caboclo Rompe-Mato. Orixá relacionado: Ogum, com energia das matas (Oxóssi). Por quê? “Romper o mato” significa abrir caminho onde parece não haver passagem. É ação direta, de coragem. Atuação: quebra feitiços, corta energias presas, traz força para enfrentar desafios. Levam Trancar no nome Entidades com “Tranca” no nome, como “Tranca-Ruas”, estão ligadas a Exu, o guardião dos caminhos e encruzilhadas, responsável por abrir ou fechar caminhos conforme necessário. Quero Comprar → ebook R$ 17,90

  • Orixás Não Cultuados na Umbanda | Pacco

    Além dos sete Orixás mais conhecidos, existem outros pontos de força da natureza pouco falados na Umbanda. Neste livro, você conhece Exu, Omulu/Obaluaiê, Nanã Buruquê, Ossain, Oxumarê, Euá, Logunedé, Obá, Tempo/Irokô e Ibeji: Orixás presentes em alguns terreiros, mas menos comuns nos cultos de Umbanda. Um convite para entender essas forças espirituais com respeito, dentro da espiritualidade afro-brasileira. Além dos sete Orixás mais conhecidos, existem outros pontos de força da natureza pouco falados na Umbanda. Neste livro, você conhece Exu, Omulu/Obaluaiê, Nanã Buruquê, Ossain, Oxumarê, Euá, Logunedé, Obá, Tempo/Irokô e Ibeji: Orixás presentes em alguns terreiros, mas menos comuns nos cultos de Umbanda. Um convite para entender essas forças espirituais com respeito, dentro da espiritualidade afro-brasileira. Leia um trecho do e-book Aqueles que acreditam nos Orixás devem prestar reverência e ter pensamento de respeito ao entrar na mata, diante da cachoeira, à beira da praia, frente às ondas do mar, no sopé de uma montanha, na calunga pequena, pois entrará no portal dos mundos. Prefácio Junto aos africanos escravizados que aportaram no Brasil chegaram os Orixás, entendidos pelo clero católico como demônios, mas portadores de uma teologia e filosofia ancestrais riquíssimas. No Candomblé, os Orixás são compreendidos como ancestrais divinizados. Na Umbanda, são pontos de força da natureza. Há sete Orixás mais comumente cultuados na Umbanda. Outros são reconhecidos principalmente nas roças de Candomblé, embora em alguns Terreiros também estejam presentes. Conheça neste livro os Orixás não cultuados na Umbanda. Conhecendo os Orixás Orixás na religião de Umbanda são compreendidos como vibrações da natureza, portanto não são deuses como conhecem os irmãos do Candomblé, herdeiros da religião africana em sua forma mais pura. Mesmo tendo concepção distinta e sendo outra religião, mencionamos aqui algumas lendas porque, além de transmitir ensinamentos e reverberar mensagens que de outra forma não seriam compreendidos, também são belíssimas e auxiliam na compreensão dessas forças espirituais. Exu O Intermediário. Só fale com Exu se tiver certeza do que quer . Exu é Orixá guardião dos templos, encruzilhadas, passagens, casas, cidades e das pessoas. É o mensageiro divino dos oráculos, portões, axé, magia, tempo, força, vigor e sexo. Exu faz a guerra para trazer a paz. Atua sobre a dualidade do homem. A palavra Exu (Èsù), em iorubá, significa “esfera”, ou seja, aquilo que é infinito, que não tem começo nem fim. Exu é sempre o primeiro Nem todos os umbandistas entendem Exu como Orixá, mas, mesmo assim, nas Giras é sempre o primeiro a ser saudado porque representa o movimento que tudo transforma. É fato que nada pode permanecer parado porque aí não há transformação e a falta de movimentos é um sinal de morte. Exu é sempre o primeiro passo em tudo. Na concepção da geração da vida, em sua primeira célula formada, está a vibração de Exu. Depois na multiplicação da célula a vibração passa para Oxum que vai reger o feto até o nascimento, após recebe as vibrações de Yemanjá. É considerado o primeiro, o primogênito, o responsável e grande mestre dos caminhos, aquele que permite a passagem e o início de tudo. A irradiação de Exu Sua irradiação está na alteração do ânimo, na discussão, na divergência, no nervosismo, no medo, no pavor, na falta de controle do ser humano, também está na gargalhada, no riso farto, na alegria incontida, na comunicação. Por exemplo, a energia do feliz e nervoso grito de “gol” é uma manifestação da vibração espiritual de Exu porque significa o desprendimento da tensão contida no peito, é o nervoso transmutado em relaxamento. Exu é a bagunça generalizada e o silêncio completo porque ele é a contradição. É o sim e o não, é a paixão desenfreada e o desprezo absoluto. Exu é a voz, o grito, a comunicação. É a indignação e a resignação, aquele que traz a dor e a felicidade. Campo de Atuação A atenção deste Orixá jamais é voltada para os costumes humanos, moralidade, regras de conduta, conveniência social, ética, nada disso interessa a Exu. Seu campo de atuação é o bem-estar das pessoas, e por vibrar as transformações mostra que cada indivíduo pode se modificar e ser feliz sendo quem é e sendo o que desejar. É a força que estimula as mudanças, independentemente de serem bem-vistas pela sociedade porque ensina o ser humano a se comprometer somente com a própria felicidade. Exu incentiva a mudança Exu nos mostra que há desejos naturais e necessários como comer, beber e dormir, e que há os desejos desnecessários como comer alimentos caros e dormir em lençóis de seda. Ora, se Exu incentiva a mudança tendo como único compromisso a felicidade do ser humano, sem levar em considerações as convenções sociais, os parasitas emocionais logo definem tal força como sendo o “mal”, mas Exu só é o mal para quem teme o espelho. Há um provérbio de Terreiro que diz que “sem Exu não se faz nada” porque é ele que organiza e constitui as forças. Exu pode ser evocado quando precisar de ajuda, quando não souber qual caminho seguir e quando não encontrar solução. Quero Comprar

  • Zé Pelintra | Pacco

    Zé Pelintra não é só uma entidade espiritual. Ele é um jeito de ser, um modo de caminhar pela vida com fé, coragem e um sorriso no canto da boca. Neste livro sobre Zé Pelintra na Umbanda, você entende sua origem no Catimbó, os símbolos e a moda do malandro, suas três principais representações, a Falange que lidera, os trabalhos espirituais em que atua e as Perguntas Mais Comuns sobre ele. Um livro escrito com carinho, para conhecer de perto o mestre das ruas e guardião dos simples. Zé Pelintra não é só uma entidade espiritual. Ele é um jeito de ser, um modo de caminhar pela vida com fé, coragem e um sorriso no canto da boca. Neste livro sobre Zé Pelintra na Umbanda, você entende sua origem no Catimbó, os símbolos e a moda do malandro, suas três principais representações, a Falange que lidera, os trabalhos espirituais em que atua e as Perguntas Mais Comuns sobre ele. Um livro escrito com carinho, para conhecer de perto o mestre das ruas e guardião dos simples. Leia um trecho do e-book Zé Pelintra não é só uma entidade espiritual. Ele é um jeito de ser, um modo de caminhar pela vida com fé, coragem e um sorriso no canto da boca. Quando ele chega, vem com um gingado que não é só dança: é proteção, equilíbrio e sabedoria de quem já viu muito e aprendeu com cada passo. Neste livro, convido você a conhecer Zé Pelintra de um jeito mais íntimo, como quem senta pra prosear. Vamos falar dele como Guia, como amigo, como mestre espiritual que entende a alma humana. Ele não aparece apenas para dar conselhos: ele chega para levantar quem caiu, clarear caminhos escuros e ensinar que viver também é sorrir, mesmo em tempos difíceis. Cada palavra aqui foi escrita com respeito, fé e gratidão. Porque Zé Pelintra não é só um personagem das giras, ele é presença viva nos Terreiros, nas esquinas da vida, nos corações que o chamam com fé. Ele acolhe sem julgar, ajuda sem alarde e ensina com leveza, como só um verdadeiro malandro de luz sabe fazer. Saravá, Zé Pelintra! O Mestre das Ruas e Guardião dos Simples Zé Pelintra é dessas entidades que, quando chegam, mudam o ambiente inteiro. Só de sentir a presença dele, já dá um alívio no peito e uma esperança nova brota no coração. Ele não fala difícil, não cobra medalha, ele chega com humildade, mas com a força de quem conhece os caminhos e sabe como nos ajudar a atravessá-los. Na Umbanda, Zé Pelintra é um dos Guias mais queridos e respeitados. Seu jeito lembra muito o povo brasileiro: resistente, criativo, bem-humorado e cheio de sabedoria aprendida na marra, no dia a dia. É por isso que ele se aproxima tanto das pessoas, porque fala a língua da vida real. Ele acolhe quem sofre, aconselha quem está perdido, e protege quem o chama com fé. A história de Zé Pelintra tem raízes no Catimbó, prática espiritual nordestina que mistura o saber das ervas, a fé popular e os mistérios dos encantados. Ali, ele já era visto como um Mestre de força, benzedor de alma, curador de corpo e espírito. Com o tempo, sua atuação chegou até os Terreiros de Umbanda, especialmente no Rio de Janeiro, onde sua figura elegante e marcante ganhou ainda mais força. De terno branco, chapéu de lado e sapato alinhado, Zé Pelintra mostra que dignidade não depende de dinheiro, e que fé se veste com honra. Mas não se engane: por trás do charme está um espírito firme, que não tolera injustiça. Ele abre caminhos com coragem, resolve situações difíceis com astúcia, e ensina que viver é também aprender a se virar, sem jamais perder a ética e a dignidade. Zé Pelintra é a mão estendida na hora da queda, o amigo que fala verdades sem machucar, o malandro de luz que sabe a hora de agir e a hora de esperar. Em cada Gira, ele se apresenta do seu jeito, às vezes com riso no rosto, outras vezes sério, mas sempre com respeito. Ele não mede esforços para ajudar, e sua presença é um verdadeiro presente para quem o recebe. E o mais bonito? Ele não faz distinção: acolhe quem tem fé, seja lá qual for a roupa, a cor ou o tamanho da dor. Quero Comprar

  • Exu, Pombagira e Exu Mirim | Pacco

    Décadas de desinformação criaram uma camada tão espessa de equívocos que muitos umbandistas chegam a ter vergonha dos próprios guardiões. Neste livro sobre o que a Umbanda realmente ensina a respeito dos guardiões da esquerda, você entende Exu, Pomba Gira e Exu Mirim, os princípios de força e vontade, bebidas e oferendas, e encontra um extenso Guia de Dúvidas com temas como preconceito, mediunidade, cores de velas, o que pedir e como pedir, e intolerância religiosa. Décadas de desinformação criaram uma camada tão espessa de equívocos que muitos umbandistas chegam a ter vergonha dos próprios guardiões. Neste livro sobre o que a Umbanda realmente ensina a respeito dos guardiões da esquerda, você entende Exu, Pomba Gira e Exu Mirim, os princípios de força e vontade, bebidas e oferendas, e encontra um extenso Guia de Dúvidas com temas como preconceito, mediunidade, cores de velas, o que pedir e como pedir, e intolerância religiosa. Para quem frequenta terreiro há anos, mas nunca teve coragem de perguntar, e para quem quer saber se o que ouviu falar é verdade. Leia um trecho do e-book Há temas que qualquer pessoa que fale sobre Umbanda em público aprende a reconhecer pela frequência com que surgem. Exu, Pomba Gira e Exu Mirim estão sempre entre eles, não pela simples curiosidade, mas pela quantidade de mal-entendidos que os cercam. Décadas de desinformação, sincretismo forçado e preconceito religioso criaram uma camada tão espessa de equívocos sobre essas entidades que muitos umbandistas chegam a ter vergonha delas. E essa vergonha diz muito: não sobre os guardiões, mas sobre o quanto ainda falta aprender. Este livro foi escrito para quem quer entender de verdade. Para o filho de fé que frequenta terreiro há anos, mas nunca teve coragem de perguntar certas coisas. Para quem chegou à Umbanda recentemente e se depara com práticas que não consegue explicar. Para quem simplesmente ouviu falar mal dessas entidades durante toda a vida e quer saber se é verdade. Força e vontade: dois princípios que movem a vida “Exu fez uma casa sem porteira e sem janela. Ainda não achou morador pra morar nela.” (Ponto cantado) Imagine um domingo preguiçoso: você enrolado no cobertor, o apartamento frio, um filme incrível passando na televisão. De repente, surge uma vontade quase irresistível de comer uma fruta, manga, por exemplo. Mas não tem manga em casa. A mais próxima está a quatro quadras, numa banca de esquina que provavelmente ainda está aberta. O que você faz? Se ficar no cobertor, vai passar a tarde inteira pensando em manga, sem nunca prová-la. Se levantar, se trocar, enfrentar o frio e caminhar até a banca, a manga é sua. O desejo existia nos dois casos. O que mudou não foi o quanto você queria, foi se a vontade de agir acompanhou esse querer. Essa distinção simples ajuda a compreender dois princípios espirituais trabalhados na Umbanda por Exu e Pomba Gira. O desejo, a atração, a expectativa, o anseio que pulsa por dentro, pertence ao campo de Pomba Gira. A vontade, a força que põe o corpo em movimento, que tira do lugar e sustenta a ação até o fim, pertence ao campo de Exu. Um sem o outro não chega a lugar nenhum. O desejo sem vontade se perde em fantasia. A vontade sem desejo não tem direção. Por isso, na compreensão doutrinária, essas duas forças são inseparáveis. Exu, o Senhor do Livre-Arbítrio Exu é trabalhador. Não guardião ornamental, nem figura decorativa, nem entidade de cerimônia. Trabalhador, no sentido mais concreto e exigente da palavra. Atua nas regiões do plano espiritual onde outros guias não chegam, lidando com energias que a maioria não suporta, em situações que exigem firmeza, precisão e profundo conhecimento do ser humano por dentro. Exus, Pomba Giras e Exus Mirins trabalham na escuridão em benefício da Luz. Isso não é contradição, é descrição de uma função necessária. Há sofrimento, há desequilíbrio, há sombra no mundo e no ser humano. Alguém precisa ir até lá. Quero Comprar

  • Abô e Amaci | Pacco

    O Abô limpa o terreiro do corpo. O Amaci firma o altar da alma. Neste livro sobre dois preparos sagrados da Umbanda, com folhas e águas de força ligadas a cada Orixá, você aprende o que é o Abô e o Amaci, quando e por que são feitos, como preparar passo a passo e a ligação com o orí, a coroa espiritual. Não exige que você seja médium de terreiro; explicações claras e diretas, com base na vivência dos terreiros e na tradição oral da Umbanda. O Abô limpa o terreiro do corpo. O Amaci firma o altar da alma. Neste livro sobre dois preparos sagrados da Umbanda, com folhas e águas de força ligadas a cada Orixá, você aprende o que é o Abô e o Amaci, quando e por que são feitos, como preparar passo a passo e a ligação com o orí, a coroa espiritual. Não exige que você seja médium de terreiro; explicações claras e diretas, com base na vivência dos terreiros e na tradição oral da Umbanda. Leia um trecho do e-book Tudo tem vida, tudo tem axé. Na Umbanda acredita-se que a natureza não é apenas um cenário, mas sim uma entidade viva que nos ensina, cura e transforma. Entre tantos elementos sagrados, a água ocupa um lugar especial: é ela quem purifica, quem leva embora as dores, quem acalma os corações e fortalece o espírito. Da simplicidade de um ramo de manjericão, uma cuia de água fresca ou uma oração feita em silêncio, nasce a cura para muitos males. Quem já vivenciou um banho de ervas bem preparado sabe o quanto ele alivia, renova e fortalece. Neste livro, vamos falar de águas que limpam a alma. De folhas que falam, que ensinam e que vibram conforme cada Orixá. Vamos conversar sobre o Abô e o Amaci, dois preparos sagrados que fazem parte do fundamento espiritual da Umbanda e que são pouco compreendidos fora dos terreiros. Muita gente já ouviu falar, mas não sabe exatamente o que são, quando usar, como preparar ou que cuidados deve ter. A proposta aqui não é criar fórmulas prontas nem rituais engessados. Vamos aprender juntos, passo a passo, como lidar com as folhas para fazer as águas de força, como preparar e utilizar essas ferramentas de cura com respeito, simplicidade e consciência. Este livro não exige que você seja médium de terreiro, ou conhecedor dos Orixás. Pelo contrário: ele foi pensado para quem quer aprender do começo, com explicações claras, diretas, acessíveis. Tudo o que for dito aqui tem base na vivência dos terreiros, na tradição oral, nas práticas da Umbanda e também nas pesquisas cuidadosas que você, leitora ou leitor, merece receber com seriedade. Ao longo dos capítulos, vamos tratar das diferenças entre Abô e Amaci, das folhas específicas para cada Orixá, da ligação com o orí (a coroa espiritual), do silêncio como força e da intenção como condutora do axé. Vamos também falar de ética, de respeito à natureza e de como essas águas devem ser tratadas com propósito. Você está prestes a entrar em um universo de saberes simples e profundos. Aqui, cada folha é uma história, cada banho é um recomeço, e cada água consagrada é uma ponte entre você e o divino. Seja bem-vinda. Seja bem-vindo. Vamos juntos aprender a preparar e a honrar o sagrado que mora na folha e corre na água. *** Na Umbanda, assim como em outras tradições espirituais profundas, não é o gesto mecânico que carrega poder, é a intenção que o move, é o silêncio que o preenche. Quando falamos de rituais com folhas e águas, como o Abô e o Amaci, estamos lidando com forças sutis. E para que essas forças se manifestem com plenitude, precisamos aprender a escutar mais do que falar, sentir mais do que agir, intuir mais do que racionalizar. O silêncio é um elemento ritualístico por excelência. Não o silêncio forçado ou constrangido, mas aquele que nasce do respeito, da escuta, da reverência. O silêncio nos coloca num estado receptivo. Ele nos desliga do mundo externo, barulhento, ansioso, apressado, e nos conecta com o mundo interior, onde mora o axé. Quando preparamos um Abô ou um Amaci, o silêncio é importante. É nesse silêncio que nos concentramos, sentimos a força da folha e colocamos nossa intenção em cada gesto. A mente se acalma, o coração se conecta, e o preparo se transforma num momento de escuta interior e respeito espiritual. E aqui entramos no segundo pilar: a intenção. Nada, absolutamente nada na Umbanda, é feito por fazer. Tudo tem propósito. Desde a escolha das ervas, o horário da colheita, a comunicação com as forças superiores, realizada através de palavras e pensamentos, até o modo de aplicação da água sobre o corpo ou o ambiente. E esse propósito nasce da intenção clara, consciente, amorosa. A intenção é a semente do axé. Quando você está de corpo presente, mas com a mente dispersa ou o coração fechado, a água escorre sem tocar verdadeiramente. Mas quando sua alma está ali, inteira, desejando cura, luz, limpeza, reconexão, a água vibra, a planta responde, o invisível se manifesta. Por isso, ao preparar qualquer água ritual, silencie. Respire. Recolha-se. Fale com a planta. Peça permissão. Agradeça. Quero Comprar

  • Proteção Espiritual Para Todos os Dias | Pacco

    Proteção espiritual também se aprende, todo dia é dia de se fortalecer. Neste livro de banhos, orações e práticas de autocuidado energético, dentro da espiritualidade e da Umbanda, você encontra receitas simples de banho, orações de firmeza e gestos cotidianos que, juntos, criam uma proteção ao seu redor. Um guia prático para consultar quando o coração pesar, quando o ambiente parecer carregado, ou quando quiser renovar a fé e a força do dia a dia. Proteção espiritual também se aprende, todo dia é dia de se fortalecer. Neste livro de banhos, orações e práticas de autocuidado energético, dentro da espiritualidade e da Umbanda, você encontra receitas simples de banho, orações de firmeza e gestos cotidianos que, juntos, criam uma proteção ao seu redor. Um guia prático para consultar quando o coração pesar, quando o ambiente parecer carregado, ou quando quiser renovar a fé e a força do dia a dia. Leia um trecho do e-book A proteção espiritual não se faz só com banho, vela e reza. Ela se constrói no jeito que a gente vive. No que a gente fala, no que a gente cala, e no que a gente escolhe fazer mesmo quando ninguém vê. O silêncio é escudo. Quando bem usado, afasta fofoca, evita discórdia e protege nossa energia de desgastes desnecessários. A fé é guia. Mesmo nos dias em que a luz parece fraca, é ela que nos mantém em pé. Não precisa ser barulhenta, só precisa ser verdadeira. A atitude é movimento. De nada adianta rezar e não agir. Pedir proteção sem fazer sua parte é como trancar a porta e deixar a janela aberta. Afirmação “Eu silencio o que me atrasa. Eu firmo minha fé no que me fortalece. Eu ajo com coragem para me proteger.” Dica Escolha um momento do dia para estar em silêncio, nem que sejam 3 minutos. Isso firma seu campo. Reforce uma pequena prece todos os dias, mesmo que seja só um “obrigado”. Tome decisões alinhadas com aquilo que você acredita. Isso é escudo e luz ao mesmo tempo. Quem caminha com silêncio, fé e atitude não está sozinho. Está amparado, guiado e protegido. Sempre. Quero Comprar

  • Aruanda - A Gira de Umbada Revelada | Pacco

    Romances mediúnicos umbandistas, onde ficção e doutrina se entrelaçam. Histórias de queda, recomeço e despertar espiritual, com terreiros, Guias, Caboclos, Pretos-Velhos, Exus e Pombas-Giras vividos por personagens que atravessam a dor até encontrar a luz. Já desencarnado, Joel volta à Terra pela primeira vez com seus novos companheiros, e vê o que nenhum olho vivo consegue ver: os Guardiões protegendo o terreiro. Neste romance espiritualista sobre Umbanda, você acompanha Joel numa jornada de queda e recomeço, até se tornar aluno espiritual e testemunhar, do outro lado do véu, como Exus e Pomba Giras protegem uma Gira de Umbanda contra obsessores, Demandantes e espíritos perturbados. Ficção e doutrina se entrelaçam numa história sobre terreiro, Guias espirituais e a luz que aparece quando tudo parece perdido. Leia um trecho do e-book Atravessando as barreiras das dimensões, o grupo avançou deslocando-se devagar e coordenadamente pelo espaço, movendo-se em uma trajetória suave e inclinada. Cada membro do grupo, irradiando sua própria luz e energia particular, chegou em harmonia à frente da Casa de Caridade Pai Antônio da Mata, que se encontrava em uma cidade à beira-mar. De cima, Joel já avistou o imóvel discreto que abrigava o Terreiro, encravado em uma rua sem asfalto, marcada por uma camada de terra compacta que testemunhava o passar dos anos. A casa em si era modesta, de alvenaria desgastada pelo vento salgado do mar e do tempo. Suas paredes externas tinham pintura desbotada e pequenas rachaduras. As casas à sua volta eram espalhadas ao acaso, algumas em melhor estado que outras, revelando a vida modesta nesse canto da cidade. Postes com iluminação fraca margeavam a rua, lançando uma luz débil e amarelada. Entre os postes, uma fila de carros estacionados à beira da rua denunciava a espera paciente dos que ansiavam conversar com os Guias. A cena se desenhava como um reflexo das esperanças que permeavam o coração daqueles que para ali se dirigiram. Enquanto homens e mulheres aguardavam, pacificamente, em fila, a abertura do portão da Casa de Caridade, os Guardiões já estavam posicionados nas ruas próximas ao imóvel. Dezenas de Exus e Pomba Giras circulavam apressadamente, cada um com seus encargos e responsabilidades para fazer a Gira transcorrer sem problemas. Assim que tocaram o solo, os Exus do grupo se separaram imediatamente, cada um seguindo em direção às vielas e esquinas ao redor do Terreiro, cientes de suas atribuições individuais. — Vamos nos separar agora, pois nós, Guardiões, precisamos assumir nossas posições para evitar a proximidade de obsessores que já se avizinham. Eles buscam impedir que a Gira ocorra normalmente, pois não lhes interessa que seus dominados se libertem de suas amarras. Os obsessores procuram influenciar negativamente os participantes da Gira, visando sabotar o trabalho espiritual, causando desordem e conflitos. Por essa razão, é fundamental que, em toda Gira de Umbanda, os trabalhos sejam realizados com métodos de proteção e com a orientação dos Guias e Guardiões do Terreiro. Isso garante que essas entidades insensatas não interfiram no processo e na segurança dos participantes. Como se estivesse lendo a mente de Joel, Exu Tiriri Lonan se apressou em esclarecer: — De fato, vocês não estão vendo os obsessores porque eles ainda não estão em seus campos de visão, mas sabemos que se aproximam devido à baixa vibração emanada por eles. Poucos minutos depois, já se avistava ao longe uma pequena multidão de desencarnados barulhentos e hostis. Do lado de fora do Terreiro, havia uma espécie de rede de energia fechando todas as portas e janelas do imóvel, semelhante a uma teia de aranha que servia de proteção contra entidades perturbadoras. Percebendo a expressão de perplexidade dos alunos do grupo Filhos da Lua, Caboclo Sete Flechas, que estava acompanhando os estudantes, tratou de esclarecer: — Essa rede de proteção energética tem como objetivo impedir a entrada de irmãos desajustados no Terreiro durante a Gira, pois seriam nocivos devido às suas tentativas de causar perturbações e interferências. Em especial, os Exus buscam evitar a entrada dos “Demandantes”, espíritos que procuram demandar justiça ou vingança através da incorporação em médiuns, muitas vezes desviando o trabalho espiritual de seu propósito original. — Espíritos Demandantes? Nunca ouvi falar esse nome antes — disse Nara. — Os “Demandantes” são irmãos e irmãs que, por diferentes razões, continuam presos a sentimentos de injustiça ou desejos de vingança de quando estavam “vivos na carne”. Eles tentam se comunicar ou influenciar os vivos para resolver essas questões pendentes. Muitas vezes, buscam se manifestar através da incorporação em médiuns durante as Giras. Isso pode desviar o foco do trabalho para questões pessoais desses espíritos, em vez de ajudar todos os presentes. Por isso, os Exus criam uma proteção ao redor do Terreiro, para manter essas influências afastadas e garantir que a Gira siga seu propósito de trazer luz e ajuda a todos. — Isso era bem comum em alguns Terreiros que eu visitava, tchê! — revelou Nara. — Infelizmente, ocorre com frequência em muitas casas de Umbanda, devido ao despreparo dos dirigentes. Os Demandantes manifestam-se de maneira insistente e, muitas vezes, perturbadora, buscando a atenção dos médiuns ou dos frequentadores. — Mas que barbaridade... por que eles fazem isso? — Esses irmãos geralmente têm demandas pessoais não resolvidas de sua vida terrena. Outros têm questões psicológicas que os perturbam. Quero Comprar

  • Orixás Cultuados na Umbanda | Pacco

    A Umbanda é feita de fé, de presença e de mistério, e se sente mais do que se explica. Neste livro, você conhece os símbolos, as histórias e a atuação dos sete Orixás mais cultuados na Umbanda: Oxalá, Ogum, Oxóssi, Xangô, Iemanjá, Oxum e Iansã. Linguagem clara e acolhedora, ideal para quem está começando na espiritualidade afro-brasileira e também para quem já caminha há tempos na fé, com um capítulo sobre as oferendas com barquinhos para Iemanjá. A Umbanda é feita de fé, de presença e de mistério, e se sente mais do que se explica. Neste livro, você conhece os símbolos, as histórias e a atuação dos sete Orixás mais cultuados na Umbanda: Oxalá, Ogum, Oxóssi, Xangô, Iemanjá, Oxum e Iansã. Linguagem clara e acolhedora, ideal para quem está começando na espiritualidade afro-brasileira e também para quem já caminha há tempos na fé, com um capítulo sobre as oferendas com barquinhos para Iemanjá. Leia um trecho do e-book Esclarecimento importante Na Umbanda verdadeira, não há nenhum ritual que envolva sacrifício de animais. Essa prática não pertence à doutrina umbandista e está fora dos fundamentos da religião. Se você vir algo assim, não se trata de Umbanda. Não caia em ciladas: a verdadeira fé não precisa de sangue, mas sim de luz, firmeza e amor. Introdução A Umbanda é feita de fé, de presença e de mistério. É uma religião que não se explica só com palavras, se sente, se vive, se caminha com o coração aberto e os pés firmes no chão. Este livro nasceu do desejo de compartilhar, com respeito e simplicidade, o conhecimento sobre sete grandes forças que sustentam essa tradição: os orixás mais cultuados nos terreiros de Umbanda. Aqui, vamos falar de Oxalá, Ogum, Oxóssi, Xangô, Iemanjá, Oxum e Iansã. Cada um deles é uma energia viva da natureza, um caminho de aprendizado, uma força divina que nos toca e nos transforma. Eles não estão distantes, estão nos ventos, nas folhas, nas águas, nas nossas escolhas. Estão no toque do atabaque, no cheiro da defumação e no silêncio da fé. Este livro é um convite para você conhecer mais profundamente esses sete orixás que, com amor e justiça, guiam, protegem e ensinam. Escrito com linguagem clara e acolhedora, é ideal para iniciantes, simpatizantes e também para quem já trilha há tempos essa jornada espiritual. Que este livro seja mais do que informação: que seja inspiração. E que, ao final de cada capítulo, você sinta não apenas que aprendeu algo novo, mas que se aproximou um pouco mais do sagrado que vive em você. Axé! *** Xangô, Senhor da Justiça “Xangô morreu de velho. Na pedra ele escreveu: ‘Justiça, meu Pai, Justiça!’ Ganhou quem mereceu.” (Ponto cantado) Xangô é o Orixá da Justiça, do trovão e do fogo, da sabedoria e dos estudos. Está presente em tudo que exige decisão, equilíbrio, retidão e merecimento. É o senhor dos contratos, das leis, das demandas judiciais e daquilo que exige julgamento justo. É ele quem atua quando há opressão e desigualdade. É conhecido como advogado dos injustiçados e também como executor da justiça divina. Sua força impõe respeito, mas também inspira coragem. Xangô representa a lei de causa e efeito, aquela que retorna ao indivíduo conforme suas ações. Ele não pune, ele apenas restabelece o equilíbrio. A cada ação, uma consequência. Ele dá a vitória aos oprimidos e aplica o peso da justiça sobre os que agem com injustiça. Seu domínio vai além dos tribunais da Terra. Xangô é também Orixá do magma e das forças vulcânicas, das pedras que armazenam energia ancestral. Sua presença é firme, quente, sábia e inabalável, como a rocha. Quando evocar Xangô É a Xangô que recorremos quando há pendências difíceis de resolver, injustiças que clamam por reparação, decisões que precisam ser tomadas com verdade e honra. Ele é o Orixá dos processos judiciais, das demandas legais e de tudo que envolve contratos, julgamentos e veredictos. Quem enfrenta uma batalha nos tribunais, seja ela humana ou espiritual, encontra em Xangô um advogado poderoso e imparcial. Quero Comprar

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