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56 Suchergebnisse gefunden

  • Benzimentos de Pretos Velhos | Pacco

    As entidades da Umbanda podem ser chamadas com palavras que brotam do coração. Neste livro de benzimentos e rezas da Umbanda, você encontra orações para purificar o ambiente, pedir cura, orientação e desenvolver a mediunidade, além de preces para a abertura da gira e a chamada dos Orixás e das Entidades. Um guia de devoção, com o benzimento dos 4 elementos e a oração de fechamento de corpo dos Pretos-Velhos, para rezar com fé e humildade. As entidades da Umbanda podem ser chamadas com palavras que brotam do coração. Neste livro de benzimentos e rezas da Umbanda, você encontra orações para purificar o ambiente, pedir cura, orientação e desenvolver a mediunidade, além de preces para a abertura da gira e a chamada dos Orixás e das Entidades. Um guia de devoção, com o benzimento dos 4 elementos e a oração de fechamento de corpo dos Pretos-Velhos, para rezar com fé e humildade. Leia um trecho do e-book As entidades trabalhadoras da Umbanda podem ser invocadas nos Terreiros onde ocorrem os trabalhos espirituais da Umbanda, nos quais os médiuns incorporam as entidades e realizam sessões de atendimento espiritual. Esses locais são propícios para invocar e receber a presença das entidades. Além disso, as entidades podem ser invocadas por meio de orações e preces direcionadas a elas. Existem diversas orações específicas para cada entidade, que podem ser recitadas com devoção e fé. No entanto, também é possível chamá-las de forma simples, usando palavras que brotem do coração. Ter um altar doméstico é outra forma pessoal de invocar as entidades. Nele, você pode colocar imagens, velas, flores e objetos relacionados às entidades com as quais deseja se conectar. Realizar orações e preces diárias, dedicando um tempo para se conectar com as entidades, também é uma maneira de pedir proteção e auxílio. A meditação e a visualização são outros métodos para entrar em contato com as energias das entidades. Concentre-se mentalmente, imagine a entidade em sua presença e estabeleça uma conexão espiritual com ela. Ao invocar os Guias para auxiliar nos benzimentos, é importante ter uma intenção clara e sincera. É essencial que haja humildade e gratidão em seu coração. Quero Comprar

  • Zé Pelintra | Pacco

    Zé Pelintra não é só uma entidade espiritual. Ele é um jeito de ser, um modo de caminhar pela vida com fé, coragem e um sorriso no canto da boca. Neste livro sobre Zé Pelintra na Umbanda, você entende sua origem no Catimbó, os símbolos e a moda do malandro, suas três principais representações, a Falange que lidera, os trabalhos espirituais em que atua e as Perguntas Mais Comuns sobre ele. Um livro escrito com carinho, para conhecer de perto o mestre das ruas e guardião dos simples. Zé Pelintra não é só uma entidade espiritual. Ele é um jeito de ser, um modo de caminhar pela vida com fé, coragem e um sorriso no canto da boca. Neste livro sobre Zé Pelintra na Umbanda, você entende sua origem no Catimbó, os símbolos e a moda do malandro, suas três principais representações, a Falange que lidera, os trabalhos espirituais em que atua e as Perguntas Mais Comuns sobre ele. Um livro escrito com carinho, para conhecer de perto o mestre das ruas e guardião dos simples. Leia um trecho do e-book Zé Pelintra não é só uma entidade espiritual. Ele é um jeito de ser, um modo de caminhar pela vida com fé, coragem e um sorriso no canto da boca. Quando ele chega, vem com um gingado que não é só dança: é proteção, equilíbrio e sabedoria de quem já viu muito e aprendeu com cada passo. Neste livro, convido você a conhecer Zé Pelintra de um jeito mais íntimo, como quem senta pra prosear. Vamos falar dele como Guia, como amigo, como mestre espiritual que entende a alma humana. Ele não aparece apenas para dar conselhos: ele chega para levantar quem caiu, clarear caminhos escuros e ensinar que viver também é sorrir, mesmo em tempos difíceis. Cada palavra aqui foi escrita com respeito, fé e gratidão. Porque Zé Pelintra não é só um personagem das giras, ele é presença viva nos Terreiros, nas esquinas da vida, nos corações que o chamam com fé. Ele acolhe sem julgar, ajuda sem alarde e ensina com leveza, como só um verdadeiro malandro de luz sabe fazer. Saravá, Zé Pelintra! O Mestre das Ruas e Guardião dos Simples Zé Pelintra é dessas entidades que, quando chegam, mudam o ambiente inteiro. Só de sentir a presença dele, já dá um alívio no peito e uma esperança nova brota no coração. Ele não fala difícil, não cobra medalha, ele chega com humildade, mas com a força de quem conhece os caminhos e sabe como nos ajudar a atravessá-los. Na Umbanda, Zé Pelintra é um dos Guias mais queridos e respeitados. Seu jeito lembra muito o povo brasileiro: resistente, criativo, bem-humorado e cheio de sabedoria aprendida na marra, no dia a dia. É por isso que ele se aproxima tanto das pessoas, porque fala a língua da vida real. Ele acolhe quem sofre, aconselha quem está perdido, e protege quem o chama com fé. A história de Zé Pelintra tem raízes no Catimbó, prática espiritual nordestina que mistura o saber das ervas, a fé popular e os mistérios dos encantados. Ali, ele já era visto como um Mestre de força, benzedor de alma, curador de corpo e espírito. Com o tempo, sua atuação chegou até os Terreiros de Umbanda, especialmente no Rio de Janeiro, onde sua figura elegante e marcante ganhou ainda mais força. De terno branco, chapéu de lado e sapato alinhado, Zé Pelintra mostra que dignidade não depende de dinheiro, e que fé se veste com honra. Mas não se engane: por trás do charme está um espírito firme, que não tolera injustiça. Ele abre caminhos com coragem, resolve situações difíceis com astúcia, e ensina que viver é também aprender a se virar, sem jamais perder a ética e a dignidade. Zé Pelintra é a mão estendida na hora da queda, o amigo que fala verdades sem machucar, o malandro de luz que sabe a hora de agir e a hora de esperar. Em cada Gira, ele se apresenta do seu jeito, às vezes com riso no rosto, outras vezes sério, mas sempre com respeito. Ele não mede esforços para ajudar, e sua presença é um verdadeiro presente para quem o recebe. E o mais bonito? Ele não faz distinção: acolhe quem tem fé, seja lá qual for a roupa, a cor ou o tamanho da dor. Quero Comprar

  • A Alma das Folhas na Umbanda | Pacco

    Toda a natureza é sagrada, todas as folhas são abençoadas. Neste livro sobre as ervas na Umbanda, você entende por que cada folha vibra como um Orixá ou um Guia, aprende o banho de cheiro e o banho de sal grosso, o canteiro sagrado com 7 ervas e os cuidados na combinação das ervas. Conhecimento vindo dos antigos umbandistas e da orientação de Pretos Velhos e Caboclos, reunido com respeito para cuidar do corpo e da alma. Toda a natureza é sagrada, todas as folhas são abençoadas. Neste livro sobre as ervas na Umbanda, você entende por que cada folha vibra como um Orixá ou um Guia, aprende o banho de cheiro e o banho de sal grosso, o canteiro sagrado com 7 ervas e os cuidados na combinação das ervas. Conhecimento vindo dos antigos umbandistas e da orientação de Pretos Velhos e Caboclos, reunido com respeito para cuidar do corpo e da alma. Leia um trecho do e-book Os conhecimentos das ervas aqui descritos provêm dos antigos umbandistas, cujo aprendizado se deu por observação e também por orientação dos Guias, em especial Pretos Velhos e Caboclos. Os antigos notaram que há semelhança entre a vibração de um Orixá e de uma erva, o mesmo ocorrendo entre as folhas e as Entidades trabalhadoras nas Linhas de Umbanda, por isso se diz que tal erva é de Oxalá, outra é de Ogum, outra ainda de Preto Velho. E os Guias confirmavam a interpretação. Começaram a relacionar as qualidades e características das ervas e passaram a usá-las em banhos, sempre de acordo com as suas características e orientação dos Guias. Deste modo, uma pessoa que estivesse com a vida atrapalhada e precisando de um descarrego forte era aconselhado a tomar banho com folhas de Guiné (Preto Velho), outra que estivesse necessitando de reconquistar a felicidade conjugal era orientada a tomar banho com folhas de Manjericão (Oxalá); problema de saúde logo aconselhavam Erva-de-bicho (Omulu/Obaluaiê), pois se estabeleceu uma relação entre a “alma” da planta e o princípio vital humano. Os seres vivos estão envoltos em uma bolha de luz Energia é luz pela qual todos os homens, mulheres, animais, plantas, estão envolvidos. Ela é conhecida e amplamente divulgada por várias vertentes religiosas e filosofias espiritualistas com nomenclaturas diversas, tais como prana, campo bioenergético, aura, chacras, bioenergias, energias bioconscienciais e embora muitos ainda duvidem, é facilmente detectada por nós quando nos sentimos, de repente e sem razão, desmotivados e tristes. Sua veracidade também pode ser constatada pelos animais e crianças pequenas que adoecem sem causa ou razão e pelas plantas que secam de repente, explicado pela sabedoria popular como mau olhado, quebranto ou olho gordo. Não é uma crença folclórica, fantasiosa, ao contrário, é a captação de uma realidade e tem origem na emanação de energia desfavorável. Pergunta e resposta Pessoas que não acreditam na espiritualidade dizem que não existe quebranto porque é somente efeito psicológico. Eles estão certos? De fato, os incrédulos costumam atribuir energias densas que adoecem pessoas e animais a fatores psicológicos. Porém, se calam quando solicitados a explicar como um animal pode ser influenciado psicologicamente. Por favor, não negue o óbvio. Não há como rejeitar a existência de uma bolha de energia que envolve todas as plantas e animais (incluindo os humanos). Todos têm um campo de energia ao seu redor, e é impossível negar a realidade quando se presencia uma planta viçosa murchar de repente, sem nenhuma justificativa natural. Assim sendo, as ervas para banhos aqui descritas e explicadas não devem ser levadas ao campo da mera superstição, e sim encaradas como capacidade para mudar o padrão energético do indivíduo que opte por fazer uso para melhorar a própria vida e sua saúde física, mental e emocional. E nem precisa acreditar, pois não se trata de fé, bastando apenas e simplesmente banhar-se. Quero Comprar

  • Defuma com as Ervas da Jurema | Pacco

    Defumação não é superstição, é um dos rituais mais antigos da humanidade. Neste livro de defumação na Umbanda, com ervas, resinas e receitas passadas de terreiro em terreiro, você aprende o que é a defumação, a vibração de cada erva e como preparar a defumação certa para os Pretos Velhos, Caboclos, Crianças, Baianos, Boiadeiros, Marinheiros, Exu e Pombogira. Conhecimento de tradição oral, reunido com respeito, para limpar o ambiente e firmar sua fé. Defumação não é superstição, é um dos rituais mais antigos da humanidade. Neste livro de defumação na Umbanda, com ervas, resinas e receitas passadas de terreiro em terreiro, você aprende o que é a defumação, a vibração de cada erva e como preparar a defumação certa para os Pretos-Velhos, Caboclos, Crianças, Baianos, Boiadeiros, Marinheiros, Exu e Pombogira. Conhecimento de tradição oral, reunido com respeito, para limpar o ambiente e firmar sua fé. Leia um trecho do e-book Antes de tudo, uma palavra: defumação não é superstição, não é folclore e não é coisa de ignorante. É um dos rituais mais antigos da humanidade, presente em praticamente todas as civilizações conhecidas, e sobreviveu milênios porque funciona. A queima de plantas aromáticas é documentada no Egito há mais de quatro mil anos. Os faraós ofereciam madeiras perfumadas e resinas aos seus deuses; os sacerdotes untavam estátuas com óleos e incensavam os templos pela manhã. O mais famoso incenso egípcio era o kyphi, queimado nas cerimônias religiosas e também para aliviar a ansiedade e induzir o sono. Os sumérios queimavam bagas de zimbro nos altares da deusa Inanna. Os babilônios continuaram o costume nos altares de Ishtar. Os hebreus ofereciam incenso no Templo de Salomão, oferta tão honrosa que cada sacerdote só podia prestá-la uma vez na vida. O catolicismo usa o turíbulo até hoje nas missas solenes; os budistas e hinduístas acendem incenso há pelo menos cinco mil anos. Os povos indígenas das Américas queimam suas plantas de poder para cura, proteção e contato com o sagrado. Jesus recebeu incenso como presente no seu nascimento. O Islã, embora não cite o incenso no Corão, tem tradição consolidada de seu uso. Quem critica a Umbanda pela prática de defumar o faz por desconhecimento, e quem desconhece a história universal do incenso não tem autoridade para opinar sobre o tema. O que acontece quando se queima erva sagrada Quando colocamos ervas sobre o carvão em brasa, liberamos em poucos minutos a energia que aquela planta acumulou ao longo de toda a sua vida: a luz do sol, a água das chuvas, os minerais do solo, o ar que “respirou”. Essa energia, liberada em forma de fumaça, age no ambiente de maneira que a ciência já consegue detectar, através da fotografia Kirlian e de estudos sobre campos eletromagnéticos de seres vivos, e que a espiritualidade ensina há muito mais tempo. A Vibração das plantas As ervas têm campos energéticos próprios, cada uma com sua vibração particular. Algumas são agressivas, corrosivas para as energias negativas, são as chamadas ervas quentes, ou ervas bravas, como a arruda, a guiné e a comigo-ninguém-pode. Outras são equilibradoras, mornas, que restauram o que foi perturbado, alecrim, alfazema, sálvia. Outras ainda são mais suaves, voltadas para atrair: são as ervas frias, usadas para a prosperidade, o amor, a espiritualidade, louro, manjericão, jasmim. Na Umbanda, cada erva está ligada a um Orixá por analogia vibratória A vibração da erva e a vibração da divindade se correspondem. Não é uma ligação arbitrária, estabelecida por decreto humano, é uma afinidade que os antigos umbandistas observaram ao longo de gerações, confirmada pelos Guias espirituais que trabalharam nos terreiros. Isso explica por que a defumação não é apenas uma questão de aroma. O cheiro é uma consequência, não o objetivo. O que a fumaça faz, concretamente, é modificar o campo energético do ambiente, dissolvendo o que é denso, negativo, perturbador, e preparando o espaço para receber o que é luminoso. Incenso e defumação: a diferença que importa Os dois termos são usados como sinônimos no dia a dia, e não há problema nisso. Mas, para quem quer entender a prática com profundidade, vale conhecer a distinção. A palavra incenso vem do latim incendere, que significa queimar. Em sentido amplo, incenso é qualquer substância queimada para produzir fumaça perfumada, inclui varetas, tabletes, pastilhas e resinas. Seu uso pode ser puramente estético: perfumar o ambiente, criar uma atmosfera agradável, favorecer a meditação ou o relaxamento. A defumação é o uso ritualístico e intencional da fumaça para fins espirituais: limpar o ambiente de energias negativas, afastar espíritos perturbadores, preparar o espaço para o trabalho espiritual, ou atrair correntes positivas. A fumaça pode ser perfumada ou não, o que importa é a intenção e o conhecimento de quais ervas usar para cada finalidade. Quero Comprar

  • O Horla | Pacco

    Leia O Horla, de Guy de Maupassant, em tradução contemporânea de Eliana Pacco: português claro e fluido, fiel à força do original. Em forma de diário, um homem sente uma presença invisível invadir sua casa, beber sua água à noite e tomar aos poucos o controle de sua mente. Seria um ser sobrenatural, vindo para suceder a humanidade, ou o próprio narrador enlouquecendo? Uma obra-prima do terror psicológico que inspirou Lovecraft. Leia um trecho do e-book 25 de maio Nada mudou! Meu estado, realmente, é bizarro. À medida que a noite se aproxima, uma inquietação incompreensível me invade, como se a noite escondesse uma ameaça terrível para mim. Janto rapidamente, depois tento ler; mas as palavras não fazem sentido; mal consigo distinguir as letras. Caminho de um lado para o outro na minha sala, sob a opressão de um medo vago e irresistível, o medo do sono e o medo da cama. Por volta das dez horas, subo para o meu quarto. Assim que entro, dou duas voltas na chave e fecho os ferrolhos; tenho medo... de quê? Eu não temia nada até agora... abro os armários, olho debaixo da cama; escuto... escuto... o quê? É estranho como um simples mal-estar, talvez um distúrbio na circulação, uma irritação de um nervo, uma leve congestão, uma perturbadora alteração no funcionamento tão imperfeito e delicado da nossa máquina viva, possa transformar o homem mais alegre em um melancólico, e o mais corajoso em um covarde! Então, me deito e espero o sono como se estivesse esperando o algoz. O aguardo com a mesma aflição com que se espera sua chegada; e meu coração bate, minhas pernas tremem; meu corpo inteiro se agita nos lençóis, até o momento em que caio repentinamente no descanso, como se caísse em um abismo de água estagnada. Não o sinto chegar, como antes, esse sono traiçoeiro, que me espreita, que vai me agarrar pela cabeça, me fechar os olhos, me aniquilar. Durmo — por muito tempo — duas ou três horas — então um sonho — não, um pesadelo me aperta. Sinto claramente que estou deitado e dormindo... sei disso e sinto isso... e também sinto que alguém se aproxima de mim, me olha, me toca, sobe na minha cama, se ajoelha sobre o meu peito, me pega pelo pescoço e aperta... aperta... com toda sua força, para me estrangular. Eu me debato, preso por essa terrível impotência que nos paralisa nos sonhos; quero gritar, — não posso! — quero me mover, — não posso! — tento, com terríveis esforços, ofegante, me virar, empurrar esse ser que me sufoca e me aperta, — não consigo! A presença apenas começou a se manifestar. O que ela quer, e o que fará com ele, é o pesadelo que se abre a partir daqui. Quero Comprar

  • A Metamorfose | Pacco

    Leia A Metamorfose, de Franz Kafka, em tradução contemporânea de Eliana Pacco: português claro e fluido, fiel à força do original. Numa manhã comum, o caixeiro-viajante Gregor Samsa acorda transformado num inseto monstruoso, e sua maior aflição não é a nova forma, mas chegar atrasado ao trabalho. Um clássico perturbador sobre alienação, família e o valor de uma pessoa quando ela deixa de ser útil. Leia um trecho do e-book Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso. Estava deitado de costas, tão duras que pareciam revestidas de metal, e ao levantar um pouco a cabeça viu o abdômen arredondado, com uma coloração castanha e dividido em partes encurvadas, endurecidas, sobre o qual o cobertor dificilmente mantinha a posição e estava a ponto de escorregar. Comparadas com o resto do corpo, as inúmeras perninhas, que eram ridiculamente finas, agitavam-se frenéticas diante de seus olhos. — Que me aconteceu? — pensou. Não era nenhum sonho. O quarto, um comum quarto humano bastante simples, ali estava, como de costume, entre as quatro paredes que lhe eram familiares. Por cima da mesa onde estava deitado, desembrulhada e em completa desordem, várias amostras de roupas: Samsa era caixeiro-viajante. Estava pendurada a fotografia que recentemente recortara de uma revista ilustrada e colocara numa vistosa moldura dourada. Mostrava uma senhora, de chapéu e estola de peles, rigidamente sentada, exibindo ao espectador um enorme regalo de peles, onde o antebraço sumia! Gregor desviou então a vista para a janela e distinguiu o céu nublado. Ouvia os pingos de chuva batendo na calha da janela e isso o fez sentir-se bastante melancólico. Não seria melhor dormir um pouco e esquecer todo este delírio? — pensou. Mas era impossível, estava habituado a dormir para o lado direito e, na presente situação, não podia virar-se. Por mais que se esforçasse para inclinar o corpo para a direita, tornava sempre a virar, ficando de costas. Tentou, pelo menos, cem vezes, fechando os olhos para evitar ver as perninhas a debaterem-se, e só desistiu quando começou a sentir no flanco uma ligeira dor entorpecida que nunca antes experimentara. — Oh, meu Deus, pensou, que trabalho tão cansativo escolhi! Viajar, dia sim, dia não. É um trabalho muito mais irritante do que o trabalho do escritório propriamente dito, e ainda por cima há ainda o desconforto de estar sempre viajando, preocupado com as baldeações dos trens, com a cama e com as refeições irregulares, com encontros casuais, que são sempre novos e nunca se tornam amigos íntimos. Diabos levem tudo isto! Sentiu uma leve comichão na barriga; arrastou-se lentamente sobre as costas, mais para cima na cama, de modo a conseguir mexer mais facilmente a cabeça, e identificou o local da comichão que estava rodeado de uma série de pequenas manchas brancas cuja natureza não compreendeu no momento, e fez menção de tocar lá com uma perna, mas imediatamente a retirou, pois, ao seu contato, sentiu-se percorrido por um arrepio gelado. Voltou a deixar-se escorregar para a posição inicial. A família ainda não sabe o que há atrás da porta. O que acontece quando eles descobrem é o coração do livro. Quero Comprar

  • Laroyê, Exu. Mojubá! | Pacco

    Exu não tem nada a ver com o diabo. A confusão vem de uma visão que não é a da Umbanda. Neste livro sobre Exu na Umbanda e no Candomblé, você entende suas origens, símbolos e atuações, desfaz o preconceito construído no período colonial e conhece a linha de esquerda, os diferentes Exus e suas especialidades. Linguagem acessível, direta e respeitosa, para desmistificar e esclarecer com verdade quem é o Guardião que abre caminhos. Exu não tem nada a ver com o diabo. A confusão vem de uma visão que não é a da Umbanda. Neste livro sobre Exu na Umbanda e no Candomblé, você entende suas origens, símbolos e atuações, desfaz o preconceito construído no período colonial e conhece a linha de esquerda, os diferentes Exus e suas especialidades. Linguagem acessível, direta e respeitosa, para desmistificar e esclarecer com verdade quem é o Guardião que abre caminhos. Leia um trecho do e-book Nota Introdutória Este livro é dedicado à força de Exu, o Guardião que abre caminhos, protege, ensina e transforma. Neste livro trago reflexões e ensinamentos voltados para todos que desejam compreender quem é Exu, tanto como Orixá de origem africana quanto como entidade espiritual na Umbanda. Falamos sobre suas origens, símbolos, atuações, ensinamentos e a importância do respeito à diversidade religiosa. Aqui, o objetivo é oferecer conhecimento com simplicidade, desmistificando e esclarecendo com verdade. Este livro foi escrito com linguagem acessível, direta e respeitosa, para que cada leitura seja também um passo de aprendizado e despertar. Laroyê, Exu! Que ele abra seus caminhos com luz e verdade. *** Exu não é o diabo É fundamental reforçar: Exu não tem nada a ver com o diabo. A confusão vem da visão cristã imposta durante o período colonial, que rotulou como “do mal” tudo o que não se encaixava na sua teologia. A figura do demônio pertence à tradição cristã, e não existe nas religiões africanas. Nas tradições afro-brasileiras, Exu é parte do sagrado. É energia que movimenta, guia que orienta, ponte que liga o mundo espiritual ao mundo dos homens. É justiça, transformação e proteção. Infelizmente, até hoje, Exu sofre preconceito e desinformação. Mas quem conhece sua verdadeira essência, sabe que ele é um dos maiores aliados espirituais que alguém pode ter. *** Perguntas e Respostas O que é linha de esquerda na Umbanda? Na Umbanda, a linha da esquerda é formada por entidades que lidam com energias densas, pesadas, que exigem firmeza e autoridade para serem transformadas. São guardiões que atuam diretamente na limpeza espiritual, corte de demandas, desbloqueio de caminhos e enfrentamento de forças negativas. Exus e Pombagiras fazem parte dessa linha, e sua missão é ajudar, com disciplina, amor e verdade, aqueles que os procuram. Por que pecado e diabo não fazem parte das religiões afro-brasileiras? Porque essas tradições não trabalham com os mesmos conceitos do cristianismo. A ideia de “pecado”, “culpa” ou “castigo eterno” não existe nesse contexto. Em vez disso, fala-se em equilíbrio, responsabilidade, ancestralidade e respeito à natureza e à coletividade. As religiões afro-brasileiras não impõem medo, mas ensinam que tudo que fazemos volta para nós, pelo bem ou pelo mal. O que importa é viver com consciência, respeito e verdade. A espiritualidade afro-brasileira valoriza a individualidade? Sim. Cada pessoa tem um caminho próprio, um Orixá de cabeça, uma missão individual. Mas essa liberdade está sempre acompanhada da responsabilidade. O importante é viver em paz com os outros, com a comunidade, com a natureza e com o mundo espiritual. Quero Comprar

  • Refletindo Sobre a Vida com os Orixás | Pacco

    Todo mundo já se perguntou qual é o sentido dos desafios que a vida traz. Neste livro de espiritualidade afro-brasileira, cada Orixá, força da natureza cultuada na Umbanda, oferece uma lição para pensar a própria vida: Oxalá, Iemanjá, Oxóssi, Xangô, Oxum, Iansã e outros, cada um com sua energia e seu ensinamento. Um convite para refletir sobre desafios, propósito e crescimento espiritual à luz da sabedoria ancestral dos Orixás. Todo mundo já se perguntou qual é o sentido dos desafios que a vida traz. Neste livro de espiritualidade afro-brasileira, cada Orixá, força da natureza cultuada na Umbanda, oferece uma lição para pensar a própria vida: Oxalá, Iemanjá, Oxóssi, Xangô, Oxum, Iansã e outros, cada um com sua energia e seu ensinamento. Um convite para refletir sobre desafios, propósito e crescimento espiritual à luz da sabedoria ancestral dos Orixás. Leia um trecho do e-book Iansã - O Vendaval Já sentiu um vento forte, que balança as árvores e espalha as folhas pelo chão? Esse é o vento do Orixá das transformações. Chega como um furacão, arrancando tudo o que não serve mais e abrindo espaço para o novo. No Candomblé Queto, ela é conhecida como Iansã. No Candomblé Angola, é chamada de Matamba. No Candomblé Jeje, seu nome é Aziri Tohwiyo . Dona dos ventos, das tempestades e dos espíritos dos mortos, Iansã é uma guerreira destemida, cuja força imbatível não conhece limites. Ela nos ensina que a vida é feita de movimento e que a coragem para mudanças é essencial para o crescimento. Com sua espada, ela corta o passado e abre caminho para o futuro. Se Iansã soprasse em sua vida hoje, o que ela levaria embora? Xangô - O Trovão Quando o céu escurece e os trovões rugem, diz-se que um rei poderoso está falando, e quando ele fala, sua voz ecoa pelos céus. Ele ergue seu machado de duas lâminas, exigindo justiça. Nenhuma mentira escapa aos seus olhos. Esse rei pode ser Quingongo no Candomblé Angola, Xangô no Candomblé Ketu, Heviossô no Candomblé Jeje. Ele é o Orixá da justiça, dos trovões e do fogo. Aquele que pune os injustos e protege os justos. Seu nome é sinônimo de verdade. Se Xangô julgasse suas atitudes hoje, o que ele diria? Posfácio Ao terminar este livro, é impossível não sentir que as palavras foram apenas um primeiro passo para a jornada mais profunda e silenciosa que a natureza e a espiritualidade nos convidam a trilhar. As histórias que aqui compartilhei, as lições de cada Orixá, as forças que regem a terra, o vento, as águas e os céus, são mais do que simples narrativas. Elas são convites para que cada um de nós busque, dentro de si, o poder do universo que está em constante movimento ao nosso redor. Cada Orixá aqui retratado, com sua força única, nos ensina algo essencial para nossa existência. Oxóssi nos lembra da importância de equilibrar paciência e precisão em nossos objetivos. Oxum nos ensina que a doçura e a força podem coexistir, e que a busca pelo equilíbrio nunca é em vão. Xangô nos ensina que a justiça deve ser nossa bússola, e que, para sermos verdadeiros conosco mesmos, precisamos constantemente avaliar nossas ações e escolhas. Iansã, com seu vento imbatível, nos lembra de que a coragem de mudar é essencial para o nosso crescimento. Obá nos chama à resistência silenciosa, à força interna que nunca se curva, e a dignidade que nos torna invencíveis. Ossain nos mostra o valor do conhecimento profundo da natureza, e que o respeito por cada ser vivo é a chave para a sobrevivência da espécie humana. Esses ensinamentos não são apenas antigos, são eternos. E, como todo saber ancestral, eles continuam a nos tocar e a nos guiar, se permitirmos que suas vibrações nos conduzam. Quero Comprar

  • A Pedra No Meio do Rio | Pacco

    A Pedra no Meio do Rio, romance sáfico de Armanda Rios. Sobre primeiro amor e o custo de ser honesta consigo mesma numa cidade pequena. Leia o primeiro capítulo. Veladouro é uma cidade pequena, onde todo mundo anda com destino certo e horário combinado. Até Camila chegar. Leia o primeiro capítulo O calor entrava pela janela sem pedir licença, daquele jeito que só o verão de Veladouro sabia fazer, pesado e parado, sem vento nenhum para fingir que estava ajudando. Laura chegou cedo, como sempre, ocupando a carteira do meio, que era a dela desde o primeiro ano, nem na frente nem atrás, num lugar que não chamava a atenção de ninguém. Ao lado, Patrícia já falava sem parar sobre as férias, sobre o primo que veio de fora, sobre uma sandália que viu numa revista. Laura respondia com o mínimo necessário para parecer presente. A professora ainda não tinha chegado quando a porta abriu. Uma menina entrou, parou um segundo no batente como quem mede o terreno, e depois caminhou até a mesa da frente, onde normalmente ninguém queria sentar. Calça jeans desbotada, justa sem ser calculada, camiseta branca simples com a gola levemente aberta. O cabelo escuro, comprido, preso de qualquer jeito numa trança frouxa que já estava se desfazendo, como se ela tivesse esquecido dele no caminho. O rosto era limpo, sem nenhum enfeite, pele morena de quem vive ao sol sem se preocupar com isso, sobrancelhas grossas que davam ao olhar uma seriedade que o resto do rosto contradizia. Os olhos eram diretos, do tipo que olha de frente sem intenção de intimidar, só porque não aprendeu a desviar. A boca era larga, com um canto levemente levantado, como se ela estivesse na iminência de um sorriso que ainda não decidira aparecer. Devia ter dezessete, dezoito anos, mas havia nela uma tranquilidade que a fazia parecer mais velha, não em seriedade, mas em segurança, na forma como ocupava o espaço sem se desculpar por isso. Quando atravessou a sala até a carteira da frente, Laura notou o jeito que ela andava; não era o passo apressado de quem quer chegar logo, nem o passo contido de quem tem receio de ser olhada. Era um andar cadenciado, levemente balançado nos quadris, sem afetação nenhuma, o tipo de andar que nasce solto e nunca aprendeu a se segurar. Como se o corpo dela tivesse feito as pazes com o espaço que ocupava num mundo em que, em Veladouro, poucas mulheres tinham coragem de ocupar assim. Sentou, abriu a mochila, tirou um caderno. Patrícia parou de falar no meio de uma frase. Laura percebeu que estava olhando e desviou o olhar para a janela, para o muro branco lá fora, para o nada. Sentiu o calor de um jeito diferente por alguns segundos, mais no rosto do que no resto do corpo, e achou que era o sol batendo de lado. A professora entrou logo depois, cumprimentou a turma com aquela voz de quem já estava cansada antes de começar, e fez o que a professora faz no primeiro dia: chamou os nomes na lista, organizou lugar, apresentou a nova aluna. — Camila Ferreira, que veio da capital, vai estar conosco este ano. Camila levantou dois dedos em aceno rápido, sem se levantar, sem discurso. Alguém na fileira de trás cochichou alguma coisa. Ela não reagiu, como se não tivesse ouvido ou como se não ligasse, e Laura não soube distinguir qual das duas coisas era. Naquele dia, em nenhum momento Camila e Laura falaram. Mas, na saída, quando a turma se dispersou pelo corredor e o calor lá fora era ainda pior do que dentro, Laura se pegou notando que Camila andava devagar, sem pressa de chegar a lugar nenhum, como se o ritmo da cidade não fosse o ritmo dela. Havia algo naquilo que Laura não soube nomear, só soube que era diferente de tudo que ela conhecia em Veladouro, onde todo mundo andava com destino certo e horário combinado. Ela pensou nisso o caminho inteiro até chegar em casa. Depois parou de pensar, porque não havia motivo nenhum para continuar pensando. Ou, pelo menos, era o que ela dizia para si mesma. Quero Comprar

  • Caboclos e Pretos Velhos | Pacco

    O nome do Guia já revela tudo: o campo de trabalho, a qualidade espiritual e o Orixá que o rege. Neste livro sobre Caboclos e Pretos Velhos na Umbanda, você aprende a identificar o Orixá e a missão de cada Guia pelo nome, com exemplos práticos como Caboclo Pena, Caboclo Flecha e Caboclo Sete, além de Perguntas Frequentes e orações para cada linha. Um guia prático para quem quer entender de verdade quem trabalha ao seu lado no terreiro. O nome do Guia já revela tudo: o campo de trabalho, a qualidade espiritual e o Orixá que o rege. Neste livro sobre Caboclos e Pretos Velhos na Umbanda, você aprende a identificar o Orixá e a missão de cada Guia pelo nome, com exemplos práticos como Caboclo Pena, Caboclo Flecha e Caboclo Sete, além de Perguntas Frequentes e orações para cada linha. Um guia prático para quem quer entender de verdade quem trabalha ao seu lado no terreiro. Leia um trecho do e-book Este livro é um convite à alma. Um chamado suave e poderoso para sentir a presença dos nossos queridos Caboclos e Pretos Velhos, guias de sabedoria ancestral que caminham ao nosso lado com humildade, coragem e amor. Ao longo destas páginas, você encontrará respostas para perguntas que muitos carregam no peito, mas nem sempre sabem a quem direcionar. São questionamentos simples, porém profundos, nascidos do cotidiano dos terreiros, das conversas entre médiuns e das inquietações de quem inicia sua jornada espiritual. Os Caboclos, com sua energia vibrante, firmeza e conexão com a mata, ensinam o valor da verdade e da coragem. Os Pretos Velhos, com fala mansa, mãos curativas e olhar compassivo, lembram que a sabedoria não tem pressa, ela chega devagar, como o tempo do coração. Identificando os Caboclos Cada Caboclo, assim como todos os Guias de Umbanda, tem um nome simbólico, cheio de significado espiritual. É por esse nome que os filhos de fé conseguem perceber qual é a força que essa Entidade carrega, onde ela atua e qual Orixá rege sua missão. Muitas vezes, o nome já revela tudo: o campo de trabalho do Guia, a qualidade espiritual que ele transmite e o propósito que ele cumpre dentro da corrente da Umbanda. Caboclo Pena Na simbologia espiritual, a pena é o elo entre o céu e a terra. Ela cai do alto para nos lembrar que somos filhos do infinito, mas que nossos pés devem tocar o chão com sabedoria. Todo Caboclo que traz Pena no nome está ligado ao campo do Conhecimento, pois vibra diretamente na força de Oxóssi, o Orixá da sabedoria, da caça e da expansão da consciência. A cor que acompanha o nome indica a vibração do Orixá que o guia e o aspecto da vida em que atua. Exemplos: Caboclo Pena Branca: vibra com Oxóssi (Pena) e Oxalá (Branca). Ensina a fé, a confiança no divino e a elevação do espírito. Caboclo Pena Dourada: atua com Oxóssi e Oxum (Dourada). Traz ensinamentos sobre o amor, a sensibilidade e o equilíbrio afetivo. Caboclo Pena Verde: é puro Oxóssi, tanto na origem quanto na ação. Representa o conhecimento em sua essência mais natural e ancestral. Caboclo Pena Marrom: une o conhecimento de Oxóssi à justiça de Xangô (Marrom), mostrando o caminho da ética, da retidão e da justiça equilibrada. Caboclo Pena Vermelha: trabalha com Oxóssi e Ogum (Vermelha), ensinando a importância da disciplina, da lei, da honestidade e da coragem moral. Caboclo Pena Azul: conecta Oxóssi com Iemanjá (Azul), trazendo o saber ligado à maternidade, à sensibilidade e à cura através do acolhimento emocional. Em suas palavras há doçura e profundidade, como o mar que acolhe e também ensina. Quero Comprar → ebook R$ 17,90

  • Fios de Contas - As Guias da Umbanda | Livraria Onze

    O colar que gira no terreiro guarda muito mais do que beleza. Neste livro sobre as guias, também chamados fios de contas, usados no pescoço durante a gira, você entende de onde vem essa tradição, o que cada cor representa, como preparar, usar e guardar suas guias, e o que fazer quando uma guia quebra. Um livro completo, com Perguntas e Respostas, para quem quer receber suas guias com consciência. O colar que gira no terreiro guarda muito mais do que beleza. Neste livro sobre as guias, também chamados fios de contas, usados no pescoço durante a gira, você entende de onde vem essa tradição, o que cada cor representa, como preparar, usar e guardar suas guias, e o que fazer quando uma guia quebra. Um livro completo, com Perguntas e Respostas, para quem quer receber suas guias com consciência. Leia um trecho do e-book Quem entra em um terreiro de Umbanda pela primeira vez costuma reparar em muitas coisas: o cheiro das ervas, o som do atabaque, a força das rezas e a paz que muitas pessoas dizem sentir no ambiente. Mas tem um detalhe que quase sempre chama a atenção logo de início: os colares coloridos usados pelos médiuns. Esses colares são conhecidos como guias, também conhecidas como cordão de santo, colar de santo ou fio de contas, as guias fazem parte do fundamento da Umbanda e acompanham os filhos de fé durante os trabalhos espirituais. Para quem olha de fora, eles podem parecer apenas enfeites ou parte da roupa religiosa. Mas dentro da Umbanda, as guias têm um significado muito mais profundo. Elas fazem parte da tradição espiritual da religião e carregam consigo fé, respeito e fundamento. As guias acompanham os médiuns durante as giras, ajudam na proteção espiritual e também representam a ligação com forças sagradas da natureza, com os Orixás e com as entidades que trabalham na caridade. Quando uma guia quebra ou arrebenta Em muitos terreiros de Umbanda existe uma pergunta que aparece com frequência: o que significa quando uma guia quebra ou arrebenta? Para quem olha de fora, pode parecer apenas um fio que se rompeu com o tempo ou com o uso. Mas, dentro da religião, muitas pessoas acreditam que esse acontecimento pode ter um significado espiritual. Uma explicação bastante comum entre médiuns é que a guia pode ter “trabalhado”. Isso quer dizer que ela pode ter absorvido ou descarregado alguma energia mais pesada que poderia atingir a pessoa que estava usando o fio de contas. Por esse motivo, algumas pessoas dizem que a guia funciona como um tipo de proteção espiritual, ajudando a filtrar ou neutralizar determinadas influências negativas. Por essa razão, quando uma guia arrebenta, muitas vezes os médiuns não encaram o fato apenas como algo negativo. Em alguns casos, isso é visto como um sinal de que ela cumpriu uma função de proteção. No entanto, também é importante lembrar que nem todo rompimento de guia tem necessariamente um significado espiritual. Assim como qualquer objeto feito de contas e fios, as guias também podem se desgastar com o tempo, principalmente quando são usadas com frequência. O mais importante nesses momentos é não tirar conclusões precipitadas. Quando uma guia quebra, muitos médiuns preferem levá-la ao terreiro para que o dirigente ou as entidades espirituais possam orientar o que deve ser feito. Em algumas situações, a guia pode ser consertada e preparada novamente. Em outras, pode ser indicado que ela já cumpriu seu ciclo de uso. Também é comum que, quando uma guia arrebenta, as contas sejam recolhidas com respeito, evitando que fiquem espalhadas pelo chão ou sejam descartadas de qualquer forma. Esse cuidado existe porque, para muitas pessoas da religião, mesmo após quebrar, a guia continua sendo um objeto ligado ao trabalho espiritual. Quero Comprar → ebook R$ 17,90

  • PombaGira, Minha Comadre, Saravá! | Pacco

    Pomba Gira não pede desculpas por ser o que é. E talvez seja exatamente isso que tanto incomoda. Neste livro em perguntas e respostas sobre Pomba Gira na Umbanda, você entende quem ela é de verdade, sem romantização e sem demonização: de onde vem seu nome, por que ela não é “Exu com saia”, e outras questões reais feitas por médiuns, iniciantes e curiosos. Doutrina, prática e história, para quem quer abandonar o preconceito e entender a Rainha das Encruzilhadas. Pomba Gira não pede desculpas por ser o que é. E talvez seja exatamente isso que tanto incomoda. Neste livro em perguntas e respostas sobre Pomba Gira na Umbanda, você entende quem ela é de verdade, sem romantização e sem demonização: de onde vem seu nome, por que ela não é “Exu com saia”, e outras questões reais feitas por médiuns, iniciantes e curiosos. Doutrina, prática e história, para quem quer abandonar o preconceito e entender a Rainha das Encruzilhadas. Leia um trecho do e-book Nota da Autora Escrever sobre Pomba Gira é, antes de qualquer coisa, um ato de respeito. Respeito por uma entidade que carrega, na própria existência, tudo aquilo que a sociedade aprendeu a temer nas mulheres: a liberdade sem pedido de licença, a sensualidade sem vergonha, a risada que não se contém, a palavra que não se engole. Pomba Gira não pede desculpas por ser o que é. E talvez seja exatamente isso que tanto incomoda. Este livro nasceu de perguntas reais, feitas por pessoas reais: médiuns experientes que nunca pararam para pensar no porquê de certas coisas, iniciantes que chegaram ao terreiro cheios de dúvidas e sem coragem de perguntar, e curiosos que viram uma Pomba Gira trabalhar uma vez e não conseguiram mais esquecer. Aqui você não vai encontrar romantização. Também não vai encontrar demonização. O que vai encontrar é Umbanda, doutrina, prática, história e, acima de tudo, verdade. Pomba Gira não é o que o preconceito diz que ela é. Mas para entender o que ela realmente é, antes será preciso estar disposto a abandonar o que achava que sabia. Rogativa às Pombogiras Salve as Rainhas das Encruzilhadas, as que guardam os caminhos e conhecem os segredos da noite. Salve as que dançam sem pedir permissão e riem sem explicar o motivo. Salve Maria Padilha, rainha entre as rainhas, que abre as portas com um sorriso e fecha com um olhar. Salve Maria Mulambo, que recolhe o que o mundo jogou fora e transforma em força o que era abandono. Salve Sete Saias, que gira e não para, porque o movimento é a sua natureza. Salve Maria Navalha, precisa e certeira, que corta o que precisa ser cortado sem hesitação. Salve todas as Pombogiras, as das estradas e das almas, as dos cemitérios e das encruzilhadas, as que trabalham na luz da vela vermelha e as que velam em silêncio sobre os seus. Que vossas gargalhadas afastem o que é baixo. Que vossas saias varram o que é pesado. Que vossas rosas perfumem os caminhos de quem vos busca com o coração limpo. Saravá, Comadre! De onde vem esse nome? O nome causa estranheza logo de início. Pomba: uma ave associada à paz, à pureza, ao Divino Espírito Santo no imaginário cristão. Gira: o nome das sessões da Umbanda, mas também o próprio movimento circular, a roda que gira. Como essas duas palavras chegaram juntas para nomear uma entidade tão marcada pela força e pela transgressão? A explicação mais aceita é que o nome tem origem em termos africanos dos povos bantos, como Mpambu Nzila, uma entidade ligada às encruzilhadas e ao trânsito entre mundos, cultuada em regiões do Congo e de Angola. Apesar do nome, não tem relação com a ave. O que importa saber é que o nome carrega movimento. Carrega travessia. Carrega a ideia de algo que não se fixa, que circula entre mundos, que conhece todas as encruzilhadas porque já passou por todas elas. Ela não é Exu com saia “Pomba Gira é o feminino de Exu”. Essa é uma definição que se ouve muito nos terreiros. Ela não está errada, mas está incompleta. E pode confundir se for tomada ao pé da letra. Pomba Gira e Exu pertencem à mesma corrente de trabalho. Ambos cuidam das encruzilhadas, ambos fazem a ponte entre o plano espiritual e o humano, ambos trabalham com os desejos, as vontades e os caminhos da vida. Nesse sentido, são energias que se completam. Mas Pomba Gira não é simplesmente Exu com saia. Ela tem a sua própria identidade, os seus próprios arquétipos, a sua própria missão. Exu carrega com mais força a energia da vontade, o impulso, a ação, a abertura de caminhos. Pomba Gira trabalha com mais intensidade no campo do desejo, das relações, da autoestima e do poder pessoal. Dizer que Pomba Gira é “o feminino de Exu” é apressado demais. É como dizer que Iansã é “o feminino de Xangô” só porque os dois trabalham com a tempestade. Uma coisa é serem complementares. Outra é serem a mesma coisa. Quero Comprar

  • 1984 | Pacco

    Leia 1984, de George Orwell, em tradução contemporânea de Eliana Pacco: português claro e fluido, fiel à força do original. O clássico distópico do Grande Irmão, do duplipensamento e da Polícia das Ideias, sobre vigilância, controle e a busca por liberdade. Winston Smith vive num regime que controla até os pensamentos e decide se rebelar. Leia um trecho do e-book Era um dia frio e luminoso de abril, e os relógios davam 13 horas. Winston Smith, o queixo enfiado no peito em esforço para esquivar-se do vento cruel, passou depressa pelas portas de vidro das Mansões Victory, mas não tão depressa que evitasse a entrada de uma lufada de poeira arenosa junto com ele. O vestíbulo cheirava a repolho cozido e a velhos capachos de pano trançado. Numa das extremidades, um pôster colorido, grande demais para ambientes fechados, estava pregado na parede. Mostrava simplesmente um rosto enorme, com mais de um metro de largura: o rosto de um homem de uns quarenta e cinco anos, de bigodão preto e feições rudemente agradáveis. Winston avançou para a escada. Não adiantava tentar o elevador. Mesmo quando tudo ia bem, era raro que funcionasse, e agora a eletricidade permanecia cortada enquanto houvesse luz natural. Era parte do esforço de economia durante os preparativos para a Semana do Ódio. O apartamento ficava no sétimo andar e Winston, com seus trinta e nove anos e sua úlcera varicosa acima do tornozelo direito, subiu devagar, parando para descansar várias vezes durante o trajeto. Em todos os patamares, diante da porta do elevador, o pôster com o rosto enorme o fitava da parede. Era uma dessas pinturas realizadas de modo a que os olhos o acompanhassem sempre que você se movia. O GRANDE IRMÃO ESTÁ DE OLHO EM VOCÊ, dizia o letreiro, abaixo. No interior do apartamento, uma voz agradável lia alto uma relação de cifras que, de alguma forma, dizia respeito à produção de ferro-gusa. A voz saía de uma placa oblonga de metal semelhante a um espelho fosco, integrada à superfície da parede da direita. Winston girou um interruptor e a voz diminuiu um pouco, embora as palavras continuassem inteligíveis. O volume do instrumento (chamava-se teletela) podia ser regulado, mas não havia como desligá-lo completamente. Winston foi para junto da janela: o macacão azul usado como uniforme do Partido não fazia mais que enfatizar a magreza de seu corpo frágil, miúdo. Seu cabelo era muito claro, o rosto naturalmente sanguíneo, a pele áspera por causa do sabão ordinário, das navalhas cegas e do frio do inverno que pouco antes chegara ao fim. Era a patrulha policial, bisbilhotando pelas janelas das pessoas. As patrulhas, contudo, não eram um problema. O único problema era a Polícia das Ideias. Por trás de Winston, a voz da teletela continuava sua lenga-lenga infinita sobre o ferro-gusa e o total cumprimento, com folga, das metas do Nono Plano Trienal. A teletela recebia e transmitia simultaneamente. Todo som produzido por Winston que ultrapassasse o nível de um sussurro muito discreto seria captado por ela; mais: enquanto Winston permanecesse no campo de visão dentro da placa de metal, além de ouvido, também poderia ser visto. Claro, não havia como saber se você estava sendo observado num momento específico. Tentar adivinhar o sistema utilizado pela Polícia das Ideias para conectar-se a cada aparelho individual ou a frequência com que o fazia não passava de especulação. Era possível, inclusive, que ela controlasse todo mundo o tempo todo. Fosse como fosse, uma coisa era certa: tinha meios de conectar-se ao seu aparelho sempre que quisesse. Você era obrigado a viver — e vivia, em decorrência do hábito transformado em instinto, acreditando que todo som que fizesse seria ouvido e, se a escuridão não fosse completa, todo movimento examinado meticulosamente. Voltou para a sala de estar e sentou-se junto a uma mesinha que ficava à esquerda da teletela. Abriu a gaveta da mesa e tirou um porta-penas, um vidro de tinta e um caderno grosso, formato in-quarto, sem nada escrito, de lombada vermelha e capa marmorizada. A coisa que estava prestes a fazer era começar um diário. Não que isso fosse ilegal (nada era ilegal, visto que já não existiam leis), mas se o fato fosse descoberto era praticamente certo que o punissem com a morte ou com pelo menos vinte e cinco anos de prisão em algum campo de trabalhos forçados. O que Winston está prestes a escrever pode custar a vida dele. A história começa aqui. Quero Comprar

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